18/11/19
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Conforto

Ar-condicionado, GPS e Wi-Fi serão obrigatórios no Superbus

A Prefeitura de Londrina passou os últimos meses testando modelos de ônibus para o Superbus, sistema de transporte rápido que deve ser implantado a partir de 2016 na cidade. Diversas empresas, como a Scania e a Mercedes Benz, visitaram o município e cederam veículos para o teste. Os ônibus foram vistoriados e utilizados pelos usuários em algumas linhas específicas. Foram acompanhados desde veículos articulados e biarticulados a tipos movidos por biocombustível (gás metano). O assessor de Projetos Estratégicos do Executivo, Carlos Alberto Geirinhas, destacou, em entrevista ao Bonde nesta sexta-feira (6), que o município conseguiu definir algumas características para o Superbus. "Não podemos eleger marcas, mas vamos repassar o perfil traçado à CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), que ficará responsável por licitar os modelos dos veículos em 2018", explicou.

As principais características elencadas, conforme ele, vão aumentar o conforto oferecido pelo serviço aos usuários. O assessor garantiu, por exemplo, que todas as linhas do novo sistema terão aparelhos de ar-condicionado, GPS, internet Wi-Fi e suspensão a ar. "Se for mais rápido e confortável, o sistema vai conseguir atrair o pessoal de outros modais. Quem vai trabalhar de carro, por exemplo, e enfrenta dificuldades para estacionar no centro, vai preferir ir de ônibus se souber que o transporte é de qualidade", argumentou.

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Reprodução - Sistema prevê criação de novas faixas exclusivas para ônibus, obras viárias e construção de estações e pontos
Sistema prevê criação de novas faixas exclusivas para ônibus, obras viárias e construção de estações e pontos


Ele admitiu, entretanto, que o conforto pode aumentar o valor da passagem de ônibus em Londrina. "Com certeza o custo vai aumentar, mas vamos sugerir que as empresas responsáveis pelas linhas invistam em alguns veículos ecologicamente corretos, movidos por biocombustíveis ou eletricidade, e diminua, assim, alguns gastos operacionais. Nós acreditamos que essa compensação possa reduzir um pouco o possível impacto no valor da tarifa", destacou.

Geirinhas contou, ainda, que os veículos do Superbus não terão escadas e serão mais baixos, "no mesmo nível dos meios-fios". "Isso vai facilitar o embarque de todos os usuários, inclusive dos que possuem algum tipo de deficiência e andam de ônibus em cadeiras de rodas. Atualmente, o motorista precisa preparar um elevador para que o cadeirante suba no veículo. No Superbus, a ideia é que o ônibus tenha uma espécie de rampa para facilitar a entrada", explicou.

O assessor revelou também que o município chegou a analisar a possibilidade de usar estações-tubo, como em Curitiba. A ideia, no entanto, foi descartada por conta do clima de Londrina, muito mais quente no verão se comparado às temperaturas registradas na capital. "Com a estação-tubo, poderíamos fazer com que os usuários pagassem a tarifa fora do ônibus e embarcassem ainda mais rápido, mas o verão de Londrina é complicadíssimo, e isso geraria um desconforto muito grande durante o tempo de espera", completou, acrescentando que o Superbus contará com estações de embarque e desembarque tradicionais, com estruturas espelhadas, coberturas e assentos. "Alguns dos pontos terão dispositivos eletrônicos, que informarão os horários das linhas e o tempo de espera para a chegada dos veículos", completou.

A prefeitura também trabalha no desenvolvimento de um aplicativo para smartphones, que, conforme Geirinhas, será utilizado pelos usuários do Superbus. "O programa vai ajudar o passageiro a acompanhar o trajeto de sua linha, em quanto tempo ele vai precisar estar no ponto, entre outras funções", resumiu. O acompanhamento via aplicativo só será possível, como explicou o assessor, por que todos os veículos do Superbus terão GPS.

Carlos Alberto Geirinhas revelou, ainda, que somente alguns veículos do Superbus serão articulados. "Os ônibus serão usados apenas em eixos principais, em vias onde não vão precisar fazer muitas curvas", disse, citando as avenidas Leste-Oeste, Duque de Caxias e Dez de Dezembro como exemplos. Já o transporte nos bairros, segundo ele, vão continuar a ser realizados por ônibus comuns.

Projeto

O projeto de mobilidade urbana, que tem o Superbus como epicentro, foi apresentado pela Prefeitura de Londrina ao Ministério das Cidades em março. De lá para cá, o município conseguiu o aval do Governo Federal e repassou a proposta para a Caixa Econômica Federal. A prefeitura acredita que parte do empréstimo de R$ 129 milhões necessário para a realização das obras seja liberado pelo banco em março do próximo ano.

Pelo projeto, o Superbus passará por 37 ruas e avenidas de Londrina, que receberão faixas exclusivas para ônibus e pontos personalizados. Ainda conforme o projeto, 24 das 37 vias serão contempladas com ciclovias, sem contar as quatro que já possuem as canaletas aos ciclistas.

O projeto prevê, ainda, readequação de quatro terminais de ônibus e obras estruturais em ruas e avenidas.
Guilherme Batista - Redação Bonde
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