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Jardim Bandeirantes

Familiares, fãs e amigos se despedem de Aleksandro e Giovani em Londrina

Rafael Machado - Grupo Folha
08 mai 2022 às 19:30
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O corpo do cantor Aleksandro chegou às 18h30 deste domingo (8), no Ginásio Luiz Bom, no Jardim Bandeirantes, zona oeste de Londrina. Foi trazido por um carro funerário da Acesf (Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina) e escoltado por viaturas da Guarda Municipal. O trânsito na Avenida Arthur Thomas foi bloqueado parcialmente. Quando o caixão chegou, fãs que aguardam no portão do ginásio desde o início da tarde caíram aos prantos. Em seguida, o corpo do roadie, Giovani, também chegou ao local.


O Ginásio Luiz Bom, no jardim Bandeirantes, zona oeste de Londrina, foi tomado pela emoção na despedida de fãs ao cantor Aleksandro, da dupla Conrado e Aleksandro, que morreu após o ônibus dos artistas tombar na Rodovia Régis Bittencourt neste sábado (7). 

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Aleksandro morreu na hora. Ele foi uma das seis vítimas do acidente. O roadie da banda, Giovani Gabriel Lopes dos Santos, também foi velado no espaço esportivo. Depois de ser liberado pelo Instituto Médico Legal de Registro (SP) e passar por Curitiba, os corpos chegaram a Londrina perto das 18h30 deste domingo.

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O tio de Giovani, o soldador José Paulo Santos, não acreditava na morte do sobrinho. Segundo o parente, o rapaz estava viajando pela primeira vez com os sertanejos. “É doído demais. A família não tá acreditando. Estava realizando o sonho dele. Estamos arrasados. É difícil até de falar”, disse. 


Às 19h20, os portões do ginásio foram abertos para a imprensa registrar o adeus a Aleksandro e Giovani. Ao lado dos caixões, familiares e amigos eram consolados uns pelos outros em um ato mútuo de solidariedade. A entrada de fãs foi permitida a partir de 20h30. 


O sepultamento do cantor e do assistente será nesta segunda-feira, às 10h, no Cemitério Parque das Allamandas, no Cilo 3, região oeste da cidade. De acordo com a assessoria da dupla sertaneja, uma carreata de ônibus de outros artistas da música sertaneja saíra às 9h do ginásio até o endereço do enterro.

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Paixão de fãs


A autônoma Murielle Silva segurava uma rosa branca antes de entrar no ginásio. A paixão pela dupla começou há 12 anos em um show em Regente Feijó, no interior de São Paulo. Para ela, Aleksandro era mais do que um artista. “Ele sempre foi brincalhão, espalhava carinho e se preocupava de verdade com os fãs. Comecei a gostar deles através de um primo de Paranavaí. Quando ouvi a primeira música, foi paixão à primeira vista. Eu sempre conversava com o Aleksandro. Ele se lembrava de mim toda vez que nos encontrávamos nos eventos”, comentou. 


A empresária Talissa Pacheco veio de Presidente Prudente (SP) para o velório. A relação de amor com os artistas também era antiga. “Ele era um pai, amigo, irmão. Significava tudo de bom. A gente se conhecia bastante, nossas famílias eram íntimas mesmo. Saíamos pra confraternizar, era algo até inexplicável pra alguém famoso. Ele conhecia até os meus pais”, descreveu. 


Já a secretária Evelise Pacheco conta que passou a admirar a dupla por meio da filha. “Quando soubemos da notícia da morte, viemos de Maringá sem pensar duas vezes. Se eles fazem minha filha feliz, fico feliz também. Uma vez ela foi pra casa da vó em Rondônia e eles estavam fazendo show lá. O Aleksandro era um amigo. É como se perdêssemos alguém da família. Uma dor que não vai passar tão cedo”, afirmou.


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Da estrada para a vida


Cantores conhecidos do meio sertanejo também prestaram a última homenagem a Aleksandro. Em entrevista coletiva, Conrado Bueno, que fez dupla até 2019, estava bem emocionado. “É uma grande tragédia. Não tenho nem palavras. Saí por decisão própria porque estava cansado das viagens, das madrugadas, mas minha relação com ele era muito boa”, lamentou. 

O cantor Loubet foi outro que se despediu do amigo. “Era uma relação de amizade, de companheirismo. Eles gravaram uma música minha e me incentivaram a não ser só um compositor. Uma perda enorme para a música sertaneja”.


Marky, da dupla Léo e Marky, era um dos artistas que mais conhecia pessoalmente Aleksandro. “Com a pandemia, nos aproximamos muito. Ia com ele nos eventos e construímos uma amizade que se estendeu pras nossas famílias. Com ele não tinha tempo ruim. Era violão no peito toda hora e só música boa”, explicou o amigo.

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