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Municipalização

Londrina pode assumir transporte de lixo reciclável

Loriane Comeli - Redação Bonde
16 jun 2009 às 08:12
Para municipalizar o transporte, a prefeitura utilizaria o dinheiro pago hoje a Visatec para comprar caminhões e contratar funcionários - Folha de Londrina/Arquivo
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O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Lindomar Mota da Silva, disse que está em estudo a execução direta do serviço de recolhimento do lixo reciclável a partir dos pontos onde esse material é levado pelos responsáveis pela coleta seletiva.

Hoje, a Visatec é a terceirizada por este serviço, que custa R$ 140.095,00 mensais ao município; por ano, é R$ 1,680 milhão, valor suficiente para adquirir caminhões, que fariam a coleta, e contratar funcionários. A empresa disponibiliza cinco caminhões para o serviço e fornece 210 mil sacos plásticos mensais para a coleta seletiva. O transporte ocorre a partir dos bairros, onde os coletores amontoam o lixo, que é levado até uma central de separação e pesagem.

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"Sou contador: a primeira coisa que fiz quando observei este serviço foram os números. Com este valor, possivelmente poderíamos manter o serviço, comprando os caminhões", disse Lindomar Silva. "Estamos estudando a reestruturação do sistema, mas creio que seja viável economicamente".

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A decisão do presidente da CMTU também está relacionada à situação precária em que vivem os coletores do lixo reciclável em Londrina. Mal remunerados, eles viram seus ganhos caírem ainda mais após a crise mundial que achatou os preços dos materiais que coletam.

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"Complexidade"


O diretor administrativo-financeiro da CMTU, André Nadai, parecendo discordar de Lindomar Silva, confirmou que a municipalização do serviço está em estudo, mas que é um problema difícil de ser solucionado. "É um tema muito complexo, porque não é só a compra dos caminhões; temos também que nos preocupar com a burocracia, com a manutenção dos veículos, com os motoristas, já que o servidor público trabalha seis horas em Londrina", apontou.

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No entanto, para Lindomar Silva, a proposta de execução direta do serviço é viável, mas não deverá ficar pronta até o final do contrato com a Visatec, que vence em julho. "Renovaríamos em caráter emergencial até resolvermos a situação".


Os serviços relacionados à limpeza pública não podem ser licitados hoje em Londrina porque o município ainda não aprovou o plano de saneamento básico, uma exigência legal.

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Empresa


O proprietário da Visatec, Faiçal Janani, evitou comentar o mérito da decisão do presidente da CMTU, mas afirmou que o serviço "não é tão simples e tão barato quanto se possa imaginar". "Temos um motorista e dois ajudantes para cada caminhão, que roda em dois turnos. Há manutenção, impostos e custos indiretos. Não é só a locação dos caminhões", afirmou Janani ao Bonde.

Segundo ele, se houver nova licitação a Visatec irá participar porque acredita que "o serviço funciona bem hoje". "Mas se o presidente da CMTU decidir executar diretamente o serviço, temos que respeitar".


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