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A Copa do Mundo é nossa

10 out 2007 às 11:00
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Enquanto a cartolagem já esfrega as mãos e não esconde a ansiedade para levantar os faraônicos projetos para a Copa-2014, dentro de campo vai começar, para os sul-americanos, a Copa de 2010.

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Com sistema de disputa semelhante ao das duas últimas edições, as Eliminatórias continentais têm início com duas vagas praticamente garantidas - Brasil e Argentina são favoritos absolutos - e outras três (contando a repescagem) disputada por outros quatro países: Paraguai, Equador, Uruguai e Colômbia. As quatro seleções restantes, Venezuela, Chile, Bolívia e Peru, podem até tirar alguns pontos dos favoritos, mas não passam disso.

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Para os brasileiros, espera-se uma caminhada semelhante às das edições anteriores, com raras vitórias empolgantes, normalmente sobre os argentinos, e alguns tropeços. Ainda mais sob o comando prepotente e arrogante de Dunga, que não abre mão de suas opções absurdas. Ou será que os torcedores brasileiros querem ver Fernando, Doni, Vagner Love e Afonso com a camisa "canarinho".


Desta equipe que inicia uma nova "era Dunga", símbolo de um futebol competitivo e sem magia, exige-se o título em 2010. Até porque o próprio treinador defende a idéia errônea de que é melhor ganhar jogando feio do que perder jogando bonito. Privando os torcedores de um futebol que se perdeu ao longo dos anos, talvez desde a sentida derrota na Copa de 1982, mas que ressurge esporadicamente em alguns clubes e até seleções - principalmente nas africanas, na argentina e na holandesa, e às vezes até na brasileira, mais pela individualidade dos jogadores do que por opção dos pragmáticos treinadores.

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Seria bom ver jogadas de efeito, como os golaços de Marta na versão masculina da seleção, mas isto parece um sonho distante enquanto o treinador for o símbolo-maior da mudança de estilo de jogo no Brasil. Ao menos restam Kaká, Ronaldinho e Robinho para reverter esta lógica aplicada ao mais ilógico dos esportes, um dos poucos que permitem o surgimento de zebras praticamente imprevisíveis. E por isso tão apaixonante.


Já começou


Mas os sul-americanos não são os primeiros a fazer a bola rolar pela Copa da África do Sul. Na exótica Oceania, dez equipes já travaram emocionantes duelos pelas duas primeiras fases das Eliminatórias locais. Delas, as três melhores - Nova Caledônia, Fiji e Vanuatu - se juntarão à Nova Zelândia na briga por um lugar na repescagem, diante da quinta melhor equipe da Ásia (que, ironicamente, pode até ser a Austrália, que trocou de Confederação para enfrentar adversários mais qualificados.


E nesta disputa por um lugar ao sol, que levará 31 dos 202 países participantes das Eliminatórias a se juntar aos anfitriões - únicos já garantidos - sete nações já se despediram. Na periferia do futebol mundial, seleções formadas em sua maioria por atletas amadores, já cumpriram seu papel na Copa que só termina daqui há pouco menos de três anos. Assim ,Tuvalu (que por enquanto foi vítima da maior goleada desta edição das Eliminatórias, ao perder de Fiji por 16 a 0), Taiti, Ilhas Salomão, Samoa, Samoa Americana, Tonga e Ilhas Cook já deram adeus às suas chances.


Na Ásia, já aconteceram oito partidas da primeira fase, disputada em jogos de ida-e-volta, que até o final de outubro eliminará outros 17 concorrentes. E pelos resultados dos primeiros jogos, é bem provável que Índia, Macau, Palestina e Maldivas sejam alguns dos eliminados.


Vai rolar


Paralelamente à América do Sul, será a vez dos países africanos entrarem na disputa, também com uma fase preliminar, em jogos de ida e volta. Serão apenas dois confrontos, entre Serra Leoa e Guiné-Bissau e entre Madagascar e Comores (além de uma eliminatória em jogo único, envolvendo Debute e Somália. Tudo porque República Centro-Africana e São Tomé e Príncipe desistiram da disputa, a exemplo do que ocorreu na Ásia com Guam.


Assim, apenas Europa - ainda às voltas com a Eurocopa-2008, América Central e América do Norte ainda não verão a cor da bola este ano. Que vençam não apenas os melhores, mas aqueles que façam do futebol algo mais próximo da arte, e distante da competitividade exacerbada.


Nota 10


Para as seleções quase amadoras que, mesmo sem chance alguma de ir a uma Copa do Mundo, resgatam um pouco da pureza do esporte, seguindo a fundo o lema de que o importante é competir.


Nota 0

Para a eterna teimosia de Dunga, e suas injustificadas convocações. É comum que cada técnico tenha suas escolhas contestáveis, mas ele exagera. Como justificar as presenças de Fernando e Doni, por exemplo, entre os 22 melhores jogadores do país?


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