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Pesos e Medidas

08 ago 2007 às 11:00
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Na semana passada, em decisão para lá de polêmica, o STJD absolveu o atacante botafoguense Dodô, inicialmente condenado a 120 dias de suspensão após ser "reprovado" em teste de dopagem. Acontece que o Botafogo recorreu da sentença, alegando problemas do fornecedor dos complementos alimentares, e o jogador foi absolvido. Juridicamente, esta tese pode ser sustentada e a decisão até pode ser correta - embora abra um precedente perigosíssimo -, mas no que diz respeito à ética, ela é absurda. Tudo porque, do tribunal que absolveu Dodô, dois auditores são conselheiros do Botafogo, e outros dois notórios torcedores do clube.

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Juristas que deveriam ter se declarado impedidos de participarem do julgamento, já que a paixão clubística é suficiente para caracterizar falta de insenção, mesmo que involuntária, de um julgador. E é na esteira deste rumoroso caso que, em seguida, o mesmo tribunal, alegando a defesa da ética, da moral e dos bons costumes, ameaça uma severa pena ao folclórico técnico Joel Santana, por incentivo à prática violenta. Tudo bem que em um momento de destempero o "homem da prancheta" mandou seus jogadores literalmente darem porrada nos santistas que davam um verdadeiro olé no Flamengo. Mas isso é algo quase corriqueiro no futebol e não deve ser levado tão ao pé-da-letra. Até porque, se algum dos comandados de Joel atendessem ao "pedido" do treinador, bastaria julgar o próprio jogador pela agressão cometida.

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Nesta questão, uma simples reprimenda, talvez uma multa, já seria suficiente. Agora, se o tribunal de justiça desportiva considerar os gritos de Joel mais graves do que o doping de Dodô, mesmo que involuntário, aí sim o futebol brasileiro seguirá como exemplo de imoralidade. Mas não dá para esperar muito de quem teve papel tão negativo em casos anteriores, como o do árbitro Edilson - hoje sinônimo de "juiz ladrão" para qualquer torcida -, para citar apenas o mais recente.


Fica para a próxima

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Felipe Massa sonhava ser campeão mundial de Fórmula 1 nesta temporada. Mas seus próprios erros, somados às falhas da Ferrari, na Hungria, praticamente acabaram com suas chances. Sem conseguir ao menos uma mísera ultrapassagem - como comparação, Fernando Alonso, que tinha pela frente rivais mais gabaritados, conseguiu duas -, o brasileiro provou que precisa ganhar mais maturidade e consistência durante as provas. O título fica como possibilidade para o ano que vem.


Porque o desta temporada será decidido pelos companheiros de equipe, agora rivais declarados, Alonso e Lewis Hamilton. Um dos dois só não põe a mão na taça se a crise interna deflagrada no último domingo levar a McLaren a perder completamente o rumo. E com este clima pesado, as chances do espanhol, mais acostumado a lidar com a pressão crescem, apesar da desvantagem de oito pontos na classificação.


Nota 10


Para a pernambuco-paranaense Teliana Pereira, que derrotou adversárias mais experientes e conquistou o titulo do aberto de Campos do Jordão, dando um salto no ranking.


Nota 0

Para o STJD, Massa, Hamilton, Alonso e a direção da McLaren.


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