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Sinduscon Norte comemora 35 anos com responsabilidade social

20 dez 2021 às 11:12

O sindicato que nasceu para defender  interesses corporativos no boom da verticalização de Londrina se tornou uma voz muito importante no desenvolvimento de uma região que envolve quase 90 municípios


Neste mês de  dezembro, o Sinduscon Paraná Norte comemora os 35 anos da sua fundação com os olhos voltado para o futuro. Faz isso sem esquecer o legado dos ex-presidentes, responsáveis pela condução da entidade ao longo de mais de três décadas e que a fizeram se tornar uma das mais expressivas na sociedade londrinense, com uma atuação que vai bem além dos canteiros de obras. 


O associativismo de empresários da construção civil tem atuado em prol do crescimento do setor na região norte do Paraná e representa, hoje, 87 cidades e cerca de 1,6 mil empresas, entre elas as maiores construtoras do País. Só em Londrina, o setor responde por 15% do PIB e gera, de forma direta, aproximadamente dez mil empregos com um desempenho muito positivo durante a pandemia. Enquanto outros setores da economia caiam de joelhos, a construção civil contratava, se confirmando essencial para retomada econômica na pós-pandemia.


Para o presidente da entidade, Sandro Marques de Nóbrega, uma análise do Sinduscon desde a sua fundação permite identificar a evolução do sindicato que nasceu como uma organização associativa para defender os interesses corporativos e econômicos no boom da verticalização na década de 80, mas que de forma orgânica acabou se envolvendo em questões que tocam vários aspectos da sociedade e hoje é ouvida como uma voz importante no desenho do que pode vir a ser o futuro de toda a região.


“Nos últimos anos observamos uma mudança no relacionamento entre o Sinduscon e a sociedade, uma mudança de mentalidade que foi acentuada com a crise sanitária. A pandemia uniu ainda mais as entidades e o Sinduscon foi um dos líderes no desafio de tratar a pandemia de modo responsável”, afirma. Nóbrega havia sido empossado um pouco antes do endurecimento das restrições provocadas pela pandemia provocada pelo coronavírus. “Nossa preocupação era o que fazer evitar o desemprego. Esse foi um ponto de inflexão na maneira como a sociedade deveria se unir para lidar com essas questões urgentes”, diz.


Hoje, afirma o presidente, o Sinduscon continua buscando o desenvolvimento da infraestrutura regional, das vias de comunicação e transporte, como as melhorias no aeroporto e nos sistemas ferroviários e rodoviários. “A evolução contínua da nossa indústria depende disso também. Demonstramos a importância dessas questões, assim como nos preocupamos com a esfera política, articulando junto ao poder público agilidade para aprovação de projetos e a desburocratização de processos; os debates acerca do novo plano diretor voltado ao desenvolvimento sustentável são uma prioridade, por exemplo. Acreditamos que esse tipo de atuação é legítima e tem sido bem sucedida ao longo de todos esses anos”, comenta Nóbrega. Nesta jornada de 35 anos celebrada em 2021, a diretoria assume a missão de ser uma entidade representativa da indústria da construção civil do Norte do Paraná, que defende e fomenta os interesses do setor. “Nossa prioridade é a defesa do setor da construção civil e nossas ações giram em torno disso. Defender os interesses da indústria da construção implica na busca de uma sociedade mais próspera. Nenhum setor pode prosperar em detrimento de outros”, explica.


Ex-presidentes


Percorrendo a galeria dos ex-presidentes, com nomes de grande relevância para a indústria da construção civil brasileira, é possível perceber a própria evolução do setor. “É um processo histórico e cada ex-presidente representa um momento do setor e uma atuação específica para aquele instante, cada um com uma importe visão do futuro, fortalecendo um sindicato patronal que nascia em um momento conturbado. Nunca estático, tudo foi se acomodando e as direções tomadas nos trouxeram até aqui. O Sinduscon acompanhou a evolução da sociedade e hoje temos a liberdade de olhar além, para perceber como atuar dentro de um contexto, com uma pauta de renovação”, avalia.


A modernização, na opinião de Nóbrega, vem na maneira como a entidade passou a enxergar todos os setores com um olhar especial para o senso de comunidade. “Sendo um exemplo para nós mesmos, somos o exemplo para quem olha de fora. Questões de sustentabilidade e relacionadas com a comunidades são preocupações verdadeiras. Nos interessa uma mobilidade social saudável, precisamos cobrar também do setor público a qualidade do emprego e que as pessoas saiam da situação da fragilidade. Isso beneficia o nosso setor também já que uma moradia digna é fundamental. Queremos essa cadeia social funcionando para que o nosso setor prospere. Essa é a nossa preocupação social”, completa.


Serviço social da entidade atende mais de três mil trabalhadores


O Sinduscon é uma das entidades fundadoras do Fórum Desenvolve Londrina e também do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, uma entidade específica para geração de emprego e renda. A ativa participação também aproximou o sindicato de outras entidades, todos envolvidos em projetos de inovação e desenvolvimento local e regional. Em Londrina, a entidade tem participado ativamente das discussões sobre o novo plano diretor. Na área técnica e de mercado, o Sinduscon oferece capacitações, realiza eventos e debates a fim de manter profissionais atualizados. Além disso, projetos alimentam mensalmente os profissionais com informações estratégicas, um portal de compras compartilhadas e os convênios colaboram para proporcionar mais competitividade e lucratividade.


A responsabilidade social é muito bem representada pelo Seconci (Serviço Social do Sinduscon Paraná Norte), onde os trabalhadores recebem cuidados em saúde para melhora da qualidade de vida. O serviço recebeu o prêmio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) na Categoria Reconhecimento Social por conta das boas práticas no combate à pandemia. “Graças ao trabalho de conscientização e dos processos de segurança e higiene no trabalho, ficamos meses sem registrar nem um caso positivo para a Covid-19 nos canteiros de obras, nem nas famílias e isso bem antes de termos a vacina”, comemora o presidente. O Seconci atende mais de três mil trabalhadores da indústria da construção oferecendo serviços de saúde com várias especialidades médicas exames laboratoriais e tratamento odontológico.

 

Gerson Guariente Junior é vice-presidente do Sinduscon na atual gestão e foi presidente entre 2011 e 2013. Ele afirma que o trabalho junto à comunidade vem sido construído ao longo do tempo com base na confiança e reconhecimento da importância da entidade. “Uma mudança de status. Não apenas uma organização que cuida das questões da construção civil, das incorporadoras e loteadoras, mas que se importa com ações que tenham um reflexo social importante, com o compromisso do resgate da cidadania, com um projeto forte para a construção de residências com melhor qualidade para pessoas de baixa renda, projetos de longevidade da infraestrutura da cidade. Colocamos todas as ferramentas que temos à disposição para melhorar a vida dos cidadãos e com o comprometimento de fazer com que isso seja implementado. É uma mudança radical de como a comunidade nos olha e os próprios associados aprovam essa atuação”, diz.


Construhub incentiva a inovação e o empreendedorismo


Em busca de soluções inovadoras, o Sinduscon dá suporte às construtechs no hub, um dos símbolos do futuro para a entidade. O ConstruHub do Sinduscon Paraná Norte é um habitat de conexão de toda a cadeia da construção civil protagonizado pelas startups mas da qual também fazem parte estudantes, empresas dispostas a investir e profissionais do mercado e da academia de áreas relacionadas à construção civil.


Pessoas inteligentes, inovadoras, empreendedoras e empresas que buscam por soluções tecnológicas, todas reunidas pelo Sinduscon que vem antecipando essa tendência desde o começo dos anos 2000, quando já promovia eventos com "futorólogos" que falavam das casas inteligentes, algo que hoje faz parte do dia a dia de engenheiros e empresas associadas.


De acordo com Guariente Jr., os canteiros de obras já são digitalizados, com mestres de obras conferindo nos tablets os projetos em 3D. “Temos uma central de comunicação digital na obra. Uma transformação que vai levar a nossa indústria a ter um sensoriamento instantâneo do comportamento das edificações. Na UEL, tem um projeto de pesquisa que estuda o uso de tintas para a geração de energia solar e uma startup no ConstruHub desenvolveu uma tecnologia para recuperação de fissura no concretos com produtos a base de bactérias. O futuro é agora e o sindicato se apresenta muito envolvido com a pesquisa e como uma referencia do que ainda vai acontecer”, diz.


O ConstruHub atua de forma virtual, mas tem um espaço físico garantido na sede do Sinduscon Norte. Atualmente, sete startups já estão conectadas, com soluções em diversas áreas, como atuação jurídica voltada à construção civil, material de construção e distrato de contratos. Além da inovação, o Sinduscon também vem estimulando o desenvolvimento de práticas ESG, o conjunto de padrões e boas práticas de uma empresa ou entidade socialmente consciente, sustentável e corretamente gerenciada. 

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