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Aos 19 anos...

Irmão de Esquiva e Yamagushi, Estivan Falcao é campeão brasileiro de boxe

Agência Estado
17 nov 2015 às 14:00

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Reprodução

Medalhistas nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Esquiva e Yamagushi Falcão decidiram se profissionalizar e, por isso, não podem mais continuar lutando entre os amadores. A família Florentino Falcão, entretanto, segue no alto do pódio no boxe amador do País. No fim de semana, Estivan Florentino, de apenas 19 anos, sagrou-se campeão brasileiro entre os meio-médios-ligeiros, categoria para atletas de até 64 quilos.

Estivan treina na Coliseu Boxe Center, de Guarulhos (SP), mas como o Campeonato Brasileiro é interestadual e cada Federação Estadual é representada por apenas um boxeador por categoria, ele competiu por Minas Gerais. Este ano, o garoto já havia vencido o Luvas de Ouro, importante torneio amador realizado em Santos (SP), e ficado com o bronze no Campeonato Paulista.

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Ser campeão nacional não significa que Estivan é o melhor do País entre os meio-médios-ligeiros, longe disso. Esse posto pertence a Robson Conceição, medalhista de bronze no Mundial deste ano e principal pugilista amador brasileiro da atualidade.


Os atletas que fazem parte da seleção permanente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) não participam de competições nacionais, enquanto quem está fora da seleção não é convocado para lutar internacionalmente, mesmo quando os da seleção estão impossibilitados - no Pré-Pan, por exemplo, Rosbon não podia lutar e ninguém foi chamado ao seu lugar. Ou seja: os escolhidos pelos técnicos da seleção não são "destronados" por aqueles que tentam chegar à equipe.


Na categoria mosca-ligeiro (até 49kg), por exemplo, Paulo Carvalho venceu todas as três edições do Campeonato Brasileiro realizadas neste ciclo olímpico, mas o único atleta a disputar competições internacionais e ter qualquer chance de se classificar para os Jogos Olímpicos do Rio é Patrick Lourenço.

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Das 10 categorias do boxe olímpico, em seis o título brasileiro de 2015 ficou com atletas da federação baiana. Em Londres-2012, vale lembrar, a medalhista olímpica Adriana Araújo, baiana, entrou em conflito com Mauro Silva, presidente de CBBoxe, reclamando de não poder treinar com Luiz Dórea, seu técnico, em Salvador. Adriana e Mauro fizeram as pazes após o governo interceder, mas nenhum novo atleta baiano além dos que já estavam na seleção foi convocado depois disso.


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