A Ucrânia anunciou nesta sexta-feira que vai competir normalmente nos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Sochi, apesar das relações estremecidas com a Rússia. O governo do país vizinho enviou tropas armadas para a região da Crimeia, leste da Ucrânia, por não concordar com a deposição do presidente Víktor Yanukóvych pelo Parlamento ucraniano.
A movimentação militar russa pela Ucrânia gerou a expectativa de que o Comitê Paralímpico Ucraniano boicotasse os Jogos de Sochi, cuja cerimônia de abertura aconteceu nesta sexta. "Nós vamos ficar nos Jogos Paralímpicos", informou a presidente do Comitê, Valeriy Sushkevich, após reunião dos dirigentes com os próprios atletas ucranianos.
Sushkevich, no entanto, ressaltou que as circunstâncias estão longe do ideal. "Eu não me lembro de uma situação na qual o país-sede de uma Paralimpíada iniciou uma intervenção em território de outro país durante a realização do evento", criticou o presidente. "Não sei como estará a concentração da equipe no esporte agora".
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Ele também afirmou que a delegação ucraniana poderá deixar Sochi a qualquer momento, desde que a escalada militar se intensifique na Crimeia. "Se isso acontecer, nós vamos deixar os Jogos. Não poderemos ficar aqui neste ano", disse Sushkevich, que chegou a se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, na quinta-feira. Sushkevich informou que Putin não deu nenhuma garantia aos atletas ucranianos.