Algumas doenças precisam de rápida detecção para que haja possibilidade de tratamento. É o caso da panleucopenia felina, que é uma doença viral causada por parvovírus, o qual é difícil de eliminar do ambiente. “Após o contato com o vírus, o gato leva pelo menos 5 dias para mostrar sinais de doença, que é o período de incubação da doença”, alerta a médica veterinária de Felinos do Hospital Veterinário Batel, Jô Pscheidt.
A doença atinge o sistema imunológico do felino e logo o deixa muito debilitado. Pode ser transmitida pelas fezes, urina e até pela saliva de outro felino contaminado.
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Entre os sinais clínicos que podem ser notados pelos tutores, destacam-se a apatia, a perda do apetite, vômitos e diarreia, mucosas pálidas e úlceras na cavidade oral.
O contágio ocorre por inalação de gotas de secreções infectadas suspensas no próprio ambiente, e também por ingestão oral.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Se a doença for diagnosticada de forma precoce, o quadro pode ser revertido, mas esses pacientes precisarão de suporte medicamentoso e muitas vezes internação.
Jô aponta que a melhor forma de prevenção, é a vacinação polivalente que os filhotes recebem com 60 dias e 90 dias de vida, fazendo reforço anual.
Na primeira vacinação devem ser administradas 2 doses com intervalo de 3 a 4 semanas entre elas. Gatos com menos de 9 semanas de idade deverão receber uma dose a cada 3-4 semanas até completarem 12 semanas de idade.
As vacinas inativadas precisam de reforço para alcançar o nível de anticorpos no sangue, conferindo boa imunidade. O reforço vacinal é anual.
Além disso, evitar aglomerações de felinos, principalmente sem condições de higiene, são fatores que predispõem os gatos à doença. “Por isso, é preciso suprir os felinos de espaço adequado, alimentação, água de qualidade e todo suporte necessário para uma boa imunidade”, conclui.