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- Gustavo Oliveira/LEC
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Blog do Lucio Flávio

LEC trata mal quem construiu a história e perde a chance de formar treinadores

22 mar 2021 às 17:17
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O Londrina entrou em uma roda perigosa desde a saída do técnico Claudio Tencati. São 11 treinadores nos últimos três anos como vai mostrar reportagem da FOLHA desta terça-feira (23). A última vítima da roleta russa alviceleste foi Silvinho Canuto.

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Se a saída repentina do treinador foi uma surpresa geral, a forma como ela se deu não surpreende ninguém, em se tratando deste Londrina. Com história no clube, como jogador e treinador, de uma família londrinense, de um irmão presidente duas vezes, Canuto merecia mais consideração, mesmo no momento da demissão.

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Até porque, mesmo sob o risco de prejudicar a recém iniciada carreira, aceitou dois chamados do clube para apagar incêndio na série B de 2019 e na série C de 2020. Eram missões inglórias, mas ele não se furtou em colaborar com o time do coração, mesmo tendo sido demitido sem justificativa na última temporada, quando dirigia a base alviceleste. Não recebeu o mesmo tratamento agora na sua saída após apenas três jogos no comando.


Silvinho saiu da mesma forma que Alemão, de trajetória semelhante no clube. Aliás os dois jogaram juntos e iniciaram da mesma maneira no LEC o trabalho de treinador. Sem nenhum respaldo, Alemão foi demitido duas vezes. Da última, de quarentena em casa, após ter sido diagnosticado com a Covid-19, soube pela imprensa da sua saída. Foi tirado do jogo mais importante da temporada, depois de ter roído o osso durante toda a terrível série C.

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Esperou uma semana em casa para ser comunicado oficialmente da demissão. Isso não é uma questão futebolística, mas de respeito pelo ser humano. Seja quem for, de qual profissão for. Demitir qualquer profissional não é ilegal e nem pecado, mas a forma como se dá, sim.


O futebol, e aí estão inseridos cartolas, imprensa e torcida, tem pouco apreço por treinadores jovens, ainda mais quando são da casa. A paciência é quase zero. Neste Londrina, não é diferente. Pelo contrário, se acentua. E o clube perde uma grande chance de ir na contramão dos seus pares e formar os seus próprios profissionais e treinadores.


Como tudo na vida, o ciclo de treinadores também acaba. E tanto Alemão quanto Silvinho não ficariam eternamente no LEC. Talvez até não estejam ainda preparados para comandar o time principal, mas são jovens, inteligentes e promissores.


Se tivessem sido tratados de outra forma, com respaldo, confiança e mais respeito, talvez ainda estivessem no clube, desempenhando outras funções e sendo preparados para no futuro servirem com qualidade ao clube do coração.

Mas este Londrina prefere renegar a história, desvalorizar quem participou da construção dos mais de 60 anos deste clube, porque acredita que o LEC de verdade nasceu em 2011. E é uma pena porque quem não valoriza o passado, sofre no presente e tem um futuro incerto.


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