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Em Londrina, coleta seletiva vai de exemplo a problema em 15 anos

Pedro Marconi - Grupo Folha
18 fev 2024 às 13:46

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Gustavo Carneiro
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A coleta de resíduos sólidos, serviço que já fez Londrina ser reconhecida internacionalmente, inclusive com prêmio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), se transformou em problema para o município. Contrato em que as cooperativas apontam defasagem, preços irrisórios de parte dos materiais, dificuldade para a venda e a atuação de coletores informais têm colocado à prova o atual modelo de reciclagem na cidade e a busca por um novo método sustentável economicamente, que tenha consenso entre todos os envolvidos.


O programa Londrina Recicla foi instituído em 2009 por meio de decreto municipal, que regulamentou a gestão dos resíduos orgânicos e rejeitos de responsabilidade pública e privada. Com a medida, os trabalhadores puderam se organizar em cooperativas e ganharam autonomia na coleta, separação e venda dos materiais, com a população reservando em casa ou no comércio o que pode ser reciclado. A coleta seletiva é realizada em 100% da área urbana, totalizando mais de 235 mil imóveis.

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Atualmente, sete cooperativas fazem a coleta. O último contrato de longo prazo entre o município e as entidades venceu em outubro de 2022. Desde então, vem sendo renovado a cada seis meses, o que é motivo de crítica das instituições que cobram um novo vínculo de longa duração e com melhorias nos repasses. Hoje, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) paga R$ 2,11 por imóvel visitado – R$ 1,67 por domicílio e R$ 0,44 para locação de barracão - e o INSS dos trabalhadores.


“Todos os contratos com o município nunca foram para a sustentabilidade das cooperativas, sempre foi abaixo do valor, o que é uma desvantagem muito grande. Não supre a necessidade que deveria. Sempre tivemos prejuízo, tendo que assinar contratos baixíssimos”, desaprova Francisco Bitencourt, presidente da Ecorecin, que é responsável pela coleta em 25 mil domicílios, a maioria na área central.


Uma cobrança é para que o município também banque a insalubridade dos coletores. “Tem que garantir o mínimo do cooperado, que é lei, e isso estamos garantindo mesmo com toda a dificuldade. Mas falta um reajuste que cobre realmente os custos do sistema, precisamos receber a insalubridade, o que hoje não acontece e faz falta, atualizar o número de imóveis”, cita o presidente da Cooper Região, a maior da cidade, abrangendo 40% do serviço, Zaqueo Vieira.

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