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No calçadão

Em Londrina, professores e alunos protestam contra aprovação de projeto que terceiriza colégios

Reportagem Local
04 jun 2024 às 12:10
- Celso Felizardo/Grupo Folha
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Um dia após a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) aprovar virtualmente o projeto de terceirização de 204 colégios estaduais, manifestantes voltam às ruas em várias cidades do estado. Em Londrina, a concentração ocorre no Calçadão da Avenida Paraná, onde professores e estudantes da rede pública se reuniram para protestar contra a decisão.


Os manifestantes criticam a forma como a votação foi conduzida, alegando falta de debate público e transparência. Neide Alves Silva, secretária-geral da APP-Sindicato em Londrina, lamentou a aprovação do projeto que cria o Parceiro da Escola. “A educação tem problemas, sim. Mas não é entregando as escolas para a iniciativa privada que vamos resolvê-los. É uma luta de décadas que vai por terra com essa política de privatização”, critica.

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Os protestos, marcados por discursos e cartazes, destacam a preocupação dos professores e demais profissionais da educação com a possível precarização do ensino e a interferência na parte pedagógica das escolas.

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Estudantes como Bruno Fernando Mussere, do CEEP Castaldi, na zona oeste, engrossaram o movimento. "A educação sofre um desmonte nas últimas décadas e, agora, estamos sofrendo um novo ataque. Da forma como é colocado, o projeto não parace uma ameaça, mas sabemos que isso abre uma porta para uma privatização completa, com risco de alunos terem que pagar para estudar", avalia.

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Davi da Silva dos Santos e Ana Luiza Carvalho, estudantes do 3º ano do Colégio Cívico Militar Rio Branco, na região central, também compareceram ao ato. "A forma como ocorreu a aprovação desse projeto foi totalmente antidemocrática. Por isso estamos aqui, para demonstrar nossa insatisfação. Estamos conversando com os estudantes, para conscientizar a todos que esse não é o melhor caminho", argumenta Davi dos Santos.


Para Ana Luiza, a luta pela educação deve ser de todos. "Não se trata de lados políticos aqui. A gente vê que a adesão só não é maior por que os alunos sofrem uma pressão dos pais que tendem a enxergar a questão como esquerda e direita. Mas a educação deve estar acima disso. É preciso que todos estejam unidos em prol de um ensino de qualidade", opina.


O governo do estado defende a medida como uma forma de modernizar a gestão escolar e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos. No entanto, a oposição manteve sua crítica, ressaltando a falta de clareza no processo de contratação das empresas e os riscos de perda de controle sobre a educação pública. Deputados da oposição se articulam para questionar o projeto na Justiça.


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Professores e alunos protestam contra aprovação de projeto na Alep
Manifestantes protestam em várias cidades do Paraná contra a terceirização de colégios estaduais, criticando a falta de debate e transparência.
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Em sessão remota, deputados aprovam projeto de terceirização em escolas estaduais
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta segunda-feira (3), em sessão remota, o projeto de lei que permite ao governo Ratinho Júnior (PSD) contratar empresas para administrar 204 escolas no estado.
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