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Troca no comando

Comandante do 16º BPM de Guarapuava é transferido três dias após ataque

Guilherme Marconi - Grupo Folha
21 abr 2022 às 16:29
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O Tenente Coronel Joas Marcos Carneiro Lins foi destituído do posto do comando do 16 º Batalhão de Guarapuava (região central) nesta quinta-feira (21). A troca de comando ocorre após  72  horas depois da noite de tiroteio, que deixou diversas marcas pela cidade.  A PM informou ainda que o novo nome à frente do 16º BPM se trata do major Flavio Vicente Ferraz. Não foi divulgado ainda para qual cargo Joas será transferido.   Em nota, o comando-geral da PM, informou que "a transferência foi uma decisão do Comando da Corporação, em face dos últimos acontecimentos e circunstâncias ocorridos em Guarapuava nos últimos dias."

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A confirmação foi repassada no mesmo dia que ocorreu uma manifestação realizada por mulheres e familiares de policiais militares em frente à sede da corporação da PM no município.  Policiais de Guarapuava informaram que não tinham plano de contingência para deter a ação de criminosos que tentaram roubar uma empresa de segurança. A denúncia foi feita pela Apra (Associação dos Praças da Polícia Militar do Paraná) em nota divulgada na terça-feira (19) que contraria a versão oficial do governo estadual. Segundo a entidade, o documento foi elaborado pelos próprios oficiais que atuaram no combate aos criminosos.  O documento divulgado pela Apra cita que os policiais se reuniram em vários locais e, juntos, traçaram planos e objetivos de ação, sem auxilio algum de plano de contingência.

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O comando-geral da PM negou a versão dos praças de Guarapuava.  O secretario de Segurança, Rômulo Marinho disse no início da semana que havia um plano de contingência e que a estratégia consistiu em fechar as entradas do município, obrigando os criminosos a seguir para o perímetro rural. A ação, segundo ele, fez com que os assaltantes, sem conhecimento das vias, se perdessem e abandonassem o local. Eles abandonaram oito carros blindados utilizados na tentativa de assalto e armamento.  “Tiramos eles do centro da cidade para proteger a população, já que a área em que a empresa está localizada é residencial”, disse o secretário.


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