A convincente vitória sobre o Corinthians, fora de casa, serviu para mostrar até para os próprios jogadores do Coritiba que o time pode ir além do planejado no início da competição. A equipe de Bonamigo aos poucos ganha corpo e mostra que tem força de conjunto, mesmo com os desfalques de Jackson e Adriano, dois dos principais jogadores da equipe.
Tcheco, apesar do pênalti perdido, foi o grande condutor do time, que mereceu um placar mais elástico do que o magro 1 x 0. O importante é que a equipe se acertou e consolida a cada dia a boa colocação no campeonato.
A sina tricolor
Depois de conquistar a primeira vitória fora de casa contra o Vasco, o Paraná voltou ao normal e perdeu para o Figueirense em Floripa. O resultado de 4 x 2 foi um pouco exagerado mas o time não foi nem sombra do que vinha sendo nas últimas partidas. A péssima arbitragem influenciou no resultado mas a má atuação do goleiro Flávio, que abusou das falhas, contribuiu no mínimo com dois dos gols do adversário.
Sonolento
Para o Atlético Paranaense restou o pior jogo da rodada. O sofrível 0 x 0 com o lanterna Goiás foi de dar sono. Ganhou mais quem ficou em casa curtindo o frio curitibano.
História repetida
A Seleção Brasileira mais uma vez decepcionou a torcida e perdeu para o México por 1 x 0. Apesar de bem convocado e escalado por Ricardo Gomes, o time mostrou apenas alguns lampejos de inspiração, principalmente nos pés de Diego e Adriano. O craque santista prova a cada dia que não é fogo de palha e deve ter um futuro glorioso. Contra Honduras o time tem que vencer, mas o mais importante é a preparação para o Pré-Olímpico.
A Copa Ouro é apenas mais um torneio caça-níquel que vai rechear o bolso dos cartolas e desgastar os jogadores, além de desfalcar alguns times no meio do Brasileirão. Mas pelo jeito os clubes e federações estão muito satisfeitos pois reelegeram mais uma vez, quase que por aclamação, o príncipe Ricardo Teixeira. Dias piores virão.
Debandada
Com a temporada de negociações aberta na Europa e Ásia, ocorre uma verdadeira revoada de joadores brasileiros. Athirson, Reinaldo, Liédson e Fábio Luciano já fizeram as malas. A eles devem se juntar nos próximos dias veteranos como Edílson e Marcelinho Carioca, seduzidos pelo petrodólares de Qatar e Emirados Árabes ou pela Coréia do Sul, os novos eldorados do futebol mundial.
Sem falar nos jovens valores como Diego, Kaká, Robinho, entre outros, que têm as portas e portos europeus abertos a seus talentos.
O caçador de medalhas
Bernardinho lembra o cachorro Mutley, do desenho a Quadrilha Abutre, que só ficava feliz quando recebia uma medalha. Desde que assumiu a Seleção Masculina de Vôlei, após um brilhante trabalho na Feminina, foram dez campeonatos disputados, oito títulos e dois vices conquistados. Currículo que mostra que tem a equipe na mão e total confiança para efetuar as mudanças que julga necessárias sem crises internas. Os futebolistas falam tanto em grupo mas dificilmente se vê uma equipe tão unida como a de Bernardinho.
Nota 10
Para o vôlei masculino. Campeão no mesmo dia da Liga Mundial e do Mundial Infanto-Juvenil.
Nota 0
Para a "eleição" da CBF. Melhor seria proclamar Ricardo Teixeira imperador.