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Auto sem glória

14 nov 2006 às 11:00
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O espetáculo não poderia ter começado melhor: platéia animada, um diretor capaz e atores bem ensaiados, que logo fizeram sua parte e partiram triunfantes rumo ao final feliz e esperado. Pena que a impressão deixada pelos primeiros atos tenham sido apenas ilusão. Outros personagens tomaram para si o papel principal e transformaram o que era comédia em um drama, com leves toques de suspense, até desaguar em um terror "Classe B".

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B. Exatamente a letra que o torcedor coxa-branca mais detesta na atualidade. B de bobeada, B de besteiras acumuladas, B de breves ilusões de voltar à Primeira Divisão. B de briga no aeroporto. B de Segundona.

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É nela que o Coritiba deve estar em 2007. A não ser que aconteça um daqueles momentos inusitados que o futebol nos reserva, algo tão esplêndido e incomum quanto a classificação gremista no ano passado. Como dificilmente isto acontecerá, resta ao torcedor alvi-verde se preparar para enfrentar mais um ano de tormentas e angústias, em um campeonato duro do início ao fim, que não tolera distrações e nem salto alto.


Não fossem os empates e derrotas acumulados em casa, até mesmo contra equipes quase condenadas à Série C, a situação do Coritiba poderia ser bem melhor antes do início da última rodada, e o jogo contra o líder do campeonato poderia ser apenas uma das oportunidades de carimbar o passaporte para o primeiro mundo do futebol brasileiro. Mas graças aos péssimos resultados no início do segundo turno, quando o time jogou por terra a vantagem adquirida com muito esforço na primeira metade do campeonato, o duelo contra o Galo Mineiro era uma batalha crucial para os planos de ascensão dos paranaenses.

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E contra um time que vive um momento iluminado, o Coxa até pareceu não se intimidar, abriu uma confortável vantagem de dois gols, que poderia ser ampliada não fossem os mais que repetitivos erros de finalização, mas se abalou totalmente -- e tolamente -- ao primeiro revés, ainda no primeiro tempo. O segundo golpe das esporas mineiras, logo no começo do segundo tempo foi a gota d'água para que o nervosismo e a falta de discernimento tomassem conta do time, que ainda tonto sofreu o gol derradeiro, que praticamente selou seu destino próximo. Uma lástima e a certeza de que muita coisa de diferente terá que ser feita para não repetir no ano que vem os erros de 2006.


Mesmo caminho


Assim como seu conterrâneo, o Paraná Clube desperdiçou chances seguidas de se tranqüilizar na luta por uma cobiçada vaga na Libertadores da América. Perdeu dois confrontos diretos contra Vasco e Santos, e agora não depende apenas de suas forças para atingir o objetivo. Ao menos as chances ainda são boas, mas passam pela obrigatoriedade de vencer o forte Internacional, que ainda acredita -- mesmo que timidamente -- no título; o desesperado e ascendente São Caetano, tentando escapara da degola; e o São Paulo, que já estará muito mais preocupado em comemorar o título do que em ganhar mais um jogo. Além disso, basta um tropeço do Vasco contra o Santos para consolidar o sonho paranista. Time para isso o Paraná tem.


Toalha jogada, toalha suada


A derrota para o Grêmio, em plena baixada, marcou o definitivo jogar de toalha atleticano no Brasileirão. Com chances irrisórias de cair e sem grande ambições para chegar à parte de cima da tabela, o Furacão fez bem em priorizar a Copa Sul-Americana, em que terá que suar a camisa para passar pelo Pachuca, atual campeão de um país que vive um momento de grande progresso futebolístico. Abrir uma boa vantagem na Arena será primordial para enfrentar o jogo de volta na terra dos Astecas.


Para o alto


Se antes o São Paulo tinha uma das mãos na taça, agora lá já estão as duas. Só falta levantá-la. O título deve ser confirmado já no confronto contra o Atlético, que deve jogar com o time reserva. A conquista são-paulina e merecida porque o time mostra um entrosamento impecável e, mesmo sem ter craques de encher os olhos (ao contrário do Corinthians de 2005, que tinha Tévez, por exemplo), deu algumas aulas de bom futebol. A tarimba na vitória sobre o Goiás mostrou porque o título está cada vez mais perto do Morumbi.


E em um grupo bastante homogêneo, com muitos bons jogadores -- Rogério, Júnior, Miranda, Josué, Aloísio -- o destaque sem dúvida alguma é o discreto, eficiente e surpreendente Mineiro, que marca como ninguém, corre como poucos e tem se revelado artilheiro nas horas mais decisivas. Caberia como uma luva naquele triste time amarelo da última Copa.


Nota 10


Para Mineiro e seu São Paulo quase campeão.


Nota 0

Para a derrocada do Coxa, iniciada na metade do campeonato e encerrada no último sábado.


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