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O bastão vermelho

27 out 2006 às 11:00
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A bela corrida de Interlagos, que apresentou um enredo digno dos filmes mais holywoodianos, foi dividida em três grandes consagrações. Uma, a já praticamente certa desde a prova anterior, com o bi-campeonato de Fernando Alonso, um dos poucos pilotos que pode bater no peito e declarar que venceu Schumacher na pista, e duas vezes, a exemplo apenas de Mika Hakkinen, que no entanto em um das vezes contou com o infortúnio do hepta-campeão, que fraturou as pernas em seu mais grave acidente da carreira.

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A segunda, também óbvia, foi a passagem de Schumacher do posto de melhor piloto da atualidade para o reino dos semi-deuses das pistas, junto de outros pilotos aposentados e outros já falecidos (muitos, infelizmente, em pleno exercício de seus talentos, transformando os coloridos bólidos em fúnebres esquifes). E esta mudança de status do alemão ocorreu de forma a não deixar dúvidas de suas qualidades como piloto, em uma prova de recuperação de tirar o fôlego, com direito à mais bela ultrapassagem da temporada, já nas derradeiras voltas de sua carreira. Manobra ainda mais significativa por ter acontecido exatamente sobre Kimi Raikkonen, que ocupará a vaga do alemão na Ferrari a partir de agora.

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A terceira consagração foi a de Felipe Massa, que obteve sua segunda vitória com muita tranqüilidade, após dominar quase todos os treinos e se livrar, pelos problemas de Schumacher, do único piloto capaz de ameaçar sua vitória em casa. Uma festa bem brasileira, carregada de simbolismos, saboreada de forma madura por Massa, que escapou da armadilha de aceitar o título de sucessor de Senna, algo que parte da imprensa tupiniquim, capitaneada por Galvão Bueno, busca a cada nova temporada.


No ano que vem, o piloto brasileiro pode se colocar no seleto rol dos favoritos, por correr na equipe que tem o melhor carro do momento -- após um início com grande desvantagem para a Renault --, tendo como companheiro um piloto gélido e monossilábico, incapaz de acender a paixão dos mecânicos da italianíssima Ferrari (embora este fato não tenha toda esta importância). Além dos dois ferraristas, a lista logicamente inclui Alonso, que no entanto terá que contar com uma McLaren mais confiável no ano que vem. Correndo por fora, a dupla da Renault: o decadente Fisichella e o novato Kovalainen; o bom Hamilton da McLaren; e os pilotos da Honda, que acerto a mão no final do ano e promete vir mais forte no ano que vem, com Buton aparentando certa vantagem sobre Barrichello, que mais uma vez fez menos do que se esperava.

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Todos eles correm atrás do bastão que Schumacher largou, e que Alonso segura no momento.


Furacão sul-americano


O Atlético segue em sua vitoriosa campanha na Sul-Americana e cada vez mais pinta como candidato ao título. Se continuar com o bom desempenho fora de casa, e com a força na Arena -- que pode mais uma vez não sediar uma eventual final -- o Furacão pode conquistar este título e afogar parte da desilusão da derrota na Libertadores. A goleada sobre o Nacional foi uma ótima apresentação do Atlético, com direito a uma jogada de gênio de Dênis Marques, que não é craque, mas teve um lampejo digno de um deles.


Bobeada


A derrota em casa, para os reservas do Flamengo, pode ter séria conseqüências para o Paraná, inclusive a perda da tão cobiçada vaga para a Libertadores da América. O Vasco entrou na briga para valer e como o Tricolor ainda enfrenta os cruz-maltinos em São Januário, onde escândalos acontecem, é bom ficar de olhos bem abertos. E para piorar as coisas, apesar de alguns adversários em comum, o Paraná tem mais pedreiras pela frente que os cariocas.


Nota 10


Para o GP de Interlagos. A pista tem problemas, a organização tem falhas, mas invariavelmente as corridas são emocionantes, e figuram entre as melhores da temporada. este ano não foi diferente.


Nota 0

Para Clayton Conservani, repórter da TV Globo, pela falta de respeito ao entrevistar Rubens Barrichello. Além de só fazer perguntas sobre Schumacher, ele chegou ao cúmulo, mesmo depois do entrevistado dizer que estava torcendo por uma boa prova de Felipe Massa, perguntar por quem Rubens torceria se o carro quebrasse.


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