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Em mais de 20 ações

Empresa responsável por calote em Londrina é ré no caso AMA/Comurb

Guilherme Batista - Redação Bonde
02 jul 2015 às 17:25
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A empresa Ivano Abdo Construções e Corporações (Iacon), de Curitiba, responsável por, supostamente, dar um calote em um advogado de Londrina, é ré em pelo menos 20 ações do caso AMA/Comurb, considerado o maior escândalo de corrupção da história da cidade. Conforme um dos processos ao qual a reportagem teve acesso, a Iacon e a Iasin, também de propriedade do empresário curitibano Ivano Abdo, teriam sido beneficiadas em diversas licitações fraudulentas no final da década de 1990. Em duas delas, do ano de 1998, as empresas contratadas por licitação receberam cerca de R$ 330 mil do poder público municipal. "Já se viu que as duas contratações das empresas de Ivano decorrem de solicitação única, formulada por seus amigos do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), e que sofreu desdobramento em duas de modo a permitir a subtração de valores maiores, sempre sob o disfarce da carta-convite, certamente o melhor método em virtude de se permitir a prévia escolha das empresas 'participantes'", escreveram os promotores na ação.

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Ainda conforme o processo, o proprietário das empresas era um "antigo conhecido" dos demais réus do caso AMA/Comurb, e "parcialmente confesso" por ter detalhado, na época, "diversas devoluções de dinheiro que fez aos agentes públicos de Londrina, exatamente para fins de campanha eleitoral, em decorrência das facilidades que tinha para contratar com o Poder Público Municipal (eis que as suas licitações são criminalmente fraudadas)".

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Já no caso atual, a Iacon teria sido subcontratada pela Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda., contratada pela Prefeitura de Londrina para realizar a duplicação da avenida Castelo Branco (zona oeste), para fornecer os equipamentos e maquinários necessários para as obras. O alvo do suposto calote das duas empresas, Júlio Rodolgo Roehrig, contou que teria locado um terreno para as empresas no final do ano passado, quando a duplicação da avenida teve início, mas recebido o pagamento por parte delas só até março deste ano. "O contrato venceu, eles não me procuraram para prorrogá-lo e, mais do que isso, continuaram usando o terreno como depósito", disse em entrevista ao Bonde na quarta-feira (1º).


O advogado entrou com uma ação na Justiça contra as duas empresas. O Bonde tentou contato com a Geissler na quarta, mas ainda não obteve retorno. Já a Iacon foi procurada nesta quinta-feira, e o responsável pelo setor administrativo da empresa prometeu encaminhar respostas à reportagem por e-mail, o que não havia acontecido até o final da tarde de hoje.

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Também procurado pelo Bonde nesta quinta, o secretário de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, afirmou que a legislação permite que uma empresa licitada da prefeitura contrate outra empresa para a locação de equipamentos e maquinários. "O que não pode haver é a subcontratação da obra em si, da mão de obra", explicou.

Ele também admitiu que a prefeitura estaria enfrentando diversos problemas com a responsável pelas obras de duplicação da Castelo Branco. As dificuldades já haviam sido reveladas ao Bonde pelo secretário de Obras, Walmir Matos, na quarta-feira. "A empresa solicitou um aditivo em um dos itens da obra, mas o pedido não foi deferido porque o procedimento ainda não tem um ano de duração. A empresa também pediu pela prorrogação do prazo para a conclusão da duplicação, e isso a gente aceitou por conta de diversos fatores, como o clima e a inclusão de novos serviços no processo", citou o secretário de Gestão, acrescentando que pretende entrar em contato com o gestor do contrato da Geissler para verificar as informações desta reportagem.


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