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A banha de Ronaldo

20 nov 2003 às 10:59
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Olá, amigos do Esporte! A palavra ''banha'', segundo o dicionário Aurélio, significa, além é claro da adiposidade, da gordura animal, também uma forma de adulação, um elogio cheio de segundas e terceiras intenções.

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É como quando você, paciente leitor ou condescendente leitora, diz a um(a) pretendente que ele(a) está elegante naquele dia, com um charme especial. Na verdade, o que pode ter mudado é seu interesse por ele(a) e os elogios saem mais fáceis e mais abundantes, mas não de forma espontânea. É sempre de forma interessada e se espera algo em troca, uma retribuição.

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Com a seleção brasileira em Curitiba, muito se falou da ''banha'' do Ronaldo. Realmente, o jogador parece estar acima do peso. Ele mesmo e os preparadores físicos da seleção negam e dizem que o jogador apenas ganhou mais massa muscular com um tratamento especial. Tudo bem, pode ser isso, mas os músculos da barriga já estão saindo para fora do calção.


No entanto, não é sobre a ''banha'' do Ronaldo que quero falar aqui. Afinal, ele é craque e jogou ontem. Mesmo com alguns quilinhos a mais, pode ter decidido a partida.


Quero falar sobre a ''banha'' trocada entre Onaireves Moura e Ricardo Teixeira. O jogo da seleção brasileira só veio a Curitiba por causa dessa ''banha'' mútua. Essa troca de adulação interesseira.

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Moura, mais experiente em questões de CPIs e política, sempre esteve ao lado de Teixeria, quando este viveu maus momentos - maus para ele, mas bons para o futebol brasileiro - com a CPI da CBF. Apoiou a (re)reeleição do cartola mor. Daí, algumas retribuições como a vinda da seleção para jogar justamente no Pinheirão, um estádio em eterna construção.


A ''banha'' continua entre os dois e foi inaugurado no dia 18 o Centro de Treinamentos Ricardo Teixeira. Fica junto ao Pinheirão e a inauguração, feita em meio à lama, não foi nenhuma alusão às duas administrações.


A seleção está no meio dessa banha toda. Onaireves diz que ganhou o futebol do Paraná com um novo estádio. O Pinheirão ficou melhor, mas ainda está longe de ter ficado bom. Retirada a banha, fica o buraco.


Por e-mail - O leitor Laerci da Silva Lima, de Cruzeiro do Oeste, discordou do locutor Galvão Bueno a sua equipe, que só criticaram a defesa no jogo de ontem. "Será que eles não viram que quem empatou o jogo com o Uruguai foram os atacantes? Estranho né, mas, e os gols perdidos pelo Rivaldo e o Ronaldinho? Se eles tivessem feitos os gols, o Brasil teria vencido por no mínimo 5 a 3, porque o brasil, tomar dois ou tres gols do Uruguai é normal, como também é normal o Brasil fazer 4 ou 5 gols", alega o leitor.


Laerci, sei que é difícil a gente engolir um empate de 3 a 3 depois de estar vencendo por 2 a 0. No entanto, tenho uma visão bem diferente de tudo o que escutei e li sobre o jogo da seleção. Fui ao campo e achei um jogão. Claro que foi melhor para os uruguaios, mas, para mim, a seleção não jogou tão mal. Afinal, além dos três gols foram três bolas na trave e inúmeras chances desperdiçadas (26 oportunidades de gol criadas em toda a partida pelo Brasil).


Então, você tem razão em afirmar que a culpa não deve ser exclusivamente da defesa. Mas um jogador como o Lúcio, do jeito que jogou ontem, iria para a reserva em qualquer time de várzea. Talvez tanto ele quanto Roque Junior não estejam acostumados a jogar no esquema com dois zagueiros. O terceiro gol uruguaio também foi uma caca sem tamanho do Gilberto Silva.


Por outro lado, não podemos tirar os méritos do Uruguai pela raça e qualidade demonstrada no segundo tempo. Quem estava no campo pôde observar, não sei como isso foi analisado pelos comentaristas da Globo, mas o técnico uruguaio Carrasco mudou a estrutura do time no segundo tempo, quando entraram Recoba e Chevanton. Passou a jogar num esquema 3-3-1-3. Usou duas linhas de defensores, um homem livre para criar as jogadas (Recoba) e três atacantes.


Parreira demorou para se ligar, assim como os jogadores dentro de campo, e a seleção brasileira continuou jogando como se nada tivesse mudado. O resultado foi aquilo que você viu. Mas se olharmos sem a paixão de torcedor, foi um jogão, cheio de bons lances e alternativas de mudança de resultado. Resumindo, foi mais bonito do que feio.


Brasileirão - Depois de um breve recesso dedicado à seleção brasileira, as atenções dos torcedores voltam-se novamente ao Brasileirão-2003. Neste final de semana o recomeço dos jogos pode ser também a decisão do título.


A partida entre Paraná Clube e Cruzeiro, domingo, no Pinheirão, pode ser a mais importante de todo o torneio. Se o Cruzeiro vencer e o Santos perder, o time de Minas será campeão. Se o Cruzeiro perder e o Santos vencer, o time paulista encosta e adia a decisão até a última rodada. O Paraná Clube terá neste domingo a maior torcida de toda a sua breve história.


A seleção é nossa - Marcel, do Coritiba, jogando e fazendo gol na sub-23. Fernandinho e Dagoberto, do Atlético, e Adriano, do Coritiba, na seleção sub-20 para o mundial da categoria. São os jogadores paranaenses cada vez mais presentes nas seleções.

Mãos de menina - A seleção feminina de vôlei, conseguiu vaga para as Olimpíadas da Grécia. O técnico José Roberto Guimarães devolveu à equipe a tranquilidade que ela havia perdido com a tumultuada passagem de outro treinador.


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