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TI: mercado em alta causa 'apagão' de mão de obra em Londrina

- Pixabay
Simoni Saris - Grupo Folha
25 jun 2022 às 16:10
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Londrina sofre um “apagão” de mão de obra na área de TI (Tecnologia da Informação). No momento, há cerca de três mil vagas de trabalho em aberto nas 1,8 mil empresas do setor instaladas no município, mas há uma dificuldade de preenchê-las por falta de trabalhadores qualificados. São ofertas de emprego em todos os níveis de conhecimento e salário, às quais podem se candidatar desde jovens apenas com o ensino fundamental completo até profissionais graduados. Os salários iniciais variam de R$ 1.800 a R$ 6 mil. 

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O mercado de TI já vinha crescendo gradualmente ano a ano, mas com a pandemia e a aceleração do processo de digitalização da economia, as oportunidades de trabalho se multiplicaram com enorme rapidez e a tendência a médio e longo prazo é que continuem em alta. A maior parte das vagas de emprego é para programadores de computadores e, dentro desse universo, os recrutadores procuram desenvolvedores de aplicativos para celular, desenvolvedores de sites para interação com o usuário e desenvolvedores de software. Profissionais habilitados para analisar a qualidade dos softwares e em ciência de dados, que saiba usar ferramentas de matemática e estatística, também são bastante requisitados.


Ter uma graduação na área ajuda a conseguir boas colocações, mas a formação técnica já abre muitas portas, destacou o professor de Ciência da Computação da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) Londrina, Alessandro Botelho Bovo. “Se (o profissional) tem competência na área, as empresas não estão preocupadas se ele tem curso superior ou não. Até empresas grandes, como o Google, contratam. Mas é claro que se a pessoa tiver uma graduação, vai ter uma bagagem maior”, disse. “Os cursos mais rápidos ensinam as tecnologias do momento. O superior foca nos fundamentos da área. A tecnologia muda de tempos em tempos, mas os fundamentos, não”, explicou o professor.  


Em um setor constantemente em busca por novos talentos, uma habilidade a mais pode ajudar a alcançar novos patamares na profissão, ultrapassando fronteiras. Quando os conhecimentos técnicos da TI vêm associados ao conhecimento da língua inglesa, ainda que em nível intermediário, o profissional se torna apto a concorrer a uma vaga em empresas dos Estados Unidos, Canadá e Europa. O trabalho pode ser remoto, com a vantagem de ganhar salários em dólar ou euro, mas essas empresas também oferecem a oportunidade de trabalho no exterior. “Há brasileiros com menos de 30 anos, com pouco tempo de formação, que conseguiram vagas nessas empresas. Elas pagam US$ 4 mil, o que para elas é um salário baixo, mas para um brasileiro, é um salário de R$ 20 a R$ 25 mil”, ressaltou Bovo.  


Segundo dados da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), em média 53 mil pessoas com perfil tecnológico se formam por ano no Brasil. Até 2025, a expectativa é que a demanda do setor chegue a 797 mil novos profissionais. Com o número de formados muito abaixo da necessidade do mercado, a projeção é de um deficit anual de 106 mil trabalhadores de TI, chegando a 530 mil em cinco anos.  

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