16/04/21
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Lucio Flávio
Lucio Flávio
14/04/2021 - 18:19
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O Londrina deixou escapar a sua primeira vitória no Campeonato Paranaense aos 50 minutos do segundo tempo. O Rio Branco empatou com um pênalti convertido pelo veterano e polêmico Bernardo, ex-Vasco e Santos. Foi o terceiro pênalti cometido pelo LEC em quatro jogos no Paranaense.

Penalidade totalmente infantil cometido por Victor Daniel no último lance da partida. A verdade é que atacante não tem que estar dentro da sua área. A posição de atacante é do outro lado do campo.

Gustavo Oliveira/LEC
Gustavo Oliveira/LEC


O empate, com gosto de derrota, ofuscou a estreia do técnico Roberto Fonseca. Com isso, o LEC segue sem vencer no Estadual e está como o copo meio cheio e meio vazio. Ainda não perdeu, mas também não ganhou. Continua com uma péssima campanha no pobre Paranaense.

A pobreza do campeonato se mede no péssimo gramado da Estradinha, em Paranaguá. O campo não ajudou em nada as já limitadas equipes. Com tanta irregularidade no piso arenoso do litoral, fica impossível jogar algo parecido com futebol.

O único lance trabalhado no jogo foi no gol do Londrina. Aos 46 do primeiro tempo, troca de passes entre Marcel, Matheus Bianqui e Douglas Santos. O atacante cruzou rasteiro e Bianqui bateu de primeira. Terceiro gol de Bianqui no Estadual. No mais, a partida foi de doer.

Roberto Fonseca terá muito trabalho para melhorar este Londrina e o clube tem que pensar em fazer muita coisa diferente para a série B.
29/03/2021 - 16:08
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Apesar da demora e de um certo mistério, o Londrina confirmou o que quase todo mundo já esperava: Roberto Fonseca está de volta ao clube pela quinta vez e depois de dois anos da última passagem. Pelo menos em termos de aceitação pública, o LEC acertou. Grande parte da torcida alviceleste queria o treinador de volta.

O Londrina acerta também em trazer de volta o técnico pela sua capacidade de trabalho, de gestão de grupo, de conhecimento da série B e também por ter uma relação muito próxima com o clube, a cidade e a torcida. No atual momento, não era prudente apostar em um nome completamente novo. Não haveria tempo e nem paciência para isso. Nem da torcida e muito menos do clube.

Gustavo Oliveira/LEC
Gustavo Oliveira/LEC


Fonseca retorna principalmente pelo que fez em 2018, quando assumiu um time quase rebaixado para brigar pelo acesso até a penúltima rodada. Diante disso, se esquece da passagem relâmpago em 2019, quando pediu para sair após apenas um jogo. Por justiça, a saída não foi apenas responsabilidade dele. O clube não cumpriu a sua parte e o treinador anteviu o futuro. No final do ano todos sabem o que aconteceu.

Fonseca volta em uma situação bem diferente. Tem o apoio popular, mas terá que reconstruir um elenco, que tem a base que subiu na série C e, portanto, é limitado para a série B, que promete ser a mais difícil e equilibrada dos últimos anos.

Terá que usar muita criatividade e todo o seu conhecimento do mercado para buscar reforços de qualidade. Mas para isso, terá que conciliar um orçamento enxuto e limitado e ainda lidar com os constantes salários atrasados, tônica no clube desde o ano passado. Não poderá errar nas peças para poder ter um time competitivo e continuar com o respaldo da torcida.

Tem experiência e capacidade para isso. Monta times muito fortes defensivamente e que apostam no futebol reativo. Talvez seja o caminho para o Londrina, que não terá grandes investimentos. Foi assim em 2018. Mas lá tinha Dagoberto, que resolvia na frente. Agora não tem.

Fonseca terá que usar toda a sua qualidade e vivência até para não se transformar em mais uma vítima da roleta russa que se tornou o Londrina em relação a técnicos nos últimos anos, desde a saída de Claudio Tencati.
22/03/2021 - 16:36
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Gustavo Oliveira/LEC
Gustavo Oliveira/LEC


O Londrina entrou em uma roda perigosa desde a saída do técnico Claudio Tencati. São 11 treinadores nos últimos três anos como vai mostrar reportagem da FOLHA desta terça-feira (23). A última vítima da roleta russa alviceleste foi Silvinho Canuto.

Se a saída repentina do treinador foi uma surpresa geral, a forma como ela se deu não surpreende ninguém, em se tratando deste Londrina. Com história no clube, como jogador e treinador, de uma família londrinense, de um irmão presidente duas vezes, Canuto merecia mais consideração, mesmo no momento da demissão.

Até porque, mesmo sob o risco de prejudicar a recém iniciada carreira, aceitou dois chamados do clube para apagar incêndio na série B de 2019 e na série C de 2020. Eram missões inglórias, mas ele não se furtou em colaborar com o time do coração, mesmo tendo sido demitido sem justificativa na última temporada, quando dirigia a base alviceleste. Não recebeu o mesmo tratamento agora na sua saída após apenas três jogos no comando.

Silvinho saiu da mesma forma que Alemão, de trajetória semelhante no clube. Aliás os dois jogaram juntos e iniciaram da mesma maneira no LEC o trabalho de treinador. Sem nenhum respaldo, Alemão foi demitido duas vezes. Da última, de quarentena em casa, após ter sido diagnosticado com a Covid-19, soube pela imprensa da sua saída. Foi tirado do jogo mais importante da temporada, depois de ter roído o osso durante toda a terrível série C.

Esperou uma semana em casa para ser comunicado oficialmente da demissão. Isso não é uma questão futebolística, mas de respeito pelo ser humano. Seja quem for, de qual profissão for. Demitir qualquer profissional não é ilegal e nem pecado, mas a forma como se dá, sim.

O futebol, e aí estão inseridos cartolas, imprensa e torcida, tem pouco apreço por treinadores jovens, ainda mais quando são da casa. A paciência é quase zero. Neste Londrina, não é diferente. Pelo contrário, se acentua. E o clube perde uma grande chance de ir na contramão dos seus pares e formar os seus próprios profissionais e treinadores.

Como tudo na vida, o ciclo de treinadores também acaba. E tanto Alemão quanto Silvinho não ficariam eternamente no LEC. Talvez até não estejam ainda preparados para comandar o time principal, mas são jovens, inteligentes e promissores.

Se tivessem sido tratados de outra forma, com respaldo, confiança e mais respeito, talvez ainda estivessem no clube, desempenhando outras funções e sendo preparados para no futuro servirem com qualidade ao clube do coração.

Mas este Londrina prefere renegar a história, desvalorizar quem participou da construção dos mais de 60 anos deste clube, porque acredita que o LEC de verdade nasceu em 2011. E é uma pena porque quem não valoriza o passado, sofre no presente e tem um futuro incerto.
21/03/2021 - 18:28
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Gustavo Oliveira/LEC
Gustavo Oliveira/LEC


O Londrina ainda não venceu no Campeonato Paranaense, mas o empate em 3 a 3 com o Cianorte soou com sabor de vitória, na tarde deste domingo (21), na volta do time ao estádio do Café O Tubarão esteve muito perto de conhecer a sua primeira derrota, mas teve forças e pressionou até conquistar a igualdade do placar aos 51 minutos do segundo tempo.

O LEC teve três momentos distintos no jogo. Até os 20 minutos controlou bem o jogo e abriu o placar com um gol de Matheus Bianqui, aos 4 minutos. O meia foi o melhor em campo e ainda marcou o gol que evitou a derrota no fim.

Apesar da qualidade do adversário, o Alviceleste esteve bem em campo. Até aos 24, quando Marcondes falhou bisonhamente e o centroavante Pachu empatou. O Tubarão se desarrumou totalmente em campo e parecia um boxeador que toma um cruzado. Atordoado em campo, falhou de novo e o Cianorte virou com Pachu, aos 26.

O Leão do Vale tomou conta do jogo e mostrou qualidade. Não é a toa que lidera o Estadual e está classificado para a segunda fase da Copa do Brasil. Bons jogadores como Pachu, Grafite, Calabrês e Morelli.

Silvinho Canuto voltou com Jonatas Belusso no segundo tempo. Mas não deu tempo nem do centroavante pegar na bola na sua volta ao LEC e o Cianorte marcou o terceiro. De novo com Pachu, após falha na marcação após cobrança de escanteio e vacilo também do goleiro Alan, que jogou já que Dalton foi vetado pelo departamento médico. César ficou no banco.

O Londrina só voltou para o jogo após pênalti sofrido por Safira, aos 23. Neste momento, Celsinho já estava em campo e o camisa 10 entrou bem. Safira bateu bem e descontou e recolocou o Tubarão na partida.

O jogo ficou bom. O Cianorte muito perigoso no contra-ataque e o Londrina criando chances com Bianqui e Gerônimo, que também entrou bem, e acertou a trave. Para coroar a coragem e a entrega do time, boa jogada de Douglas Santos e lindo gol de Bianqui.

No fim, festa do Londrina e muita reclamação do Cianorte para cima da arbitragem. Reclamação sem justificativa. O Leão teve chances para matar o jogo e não o fez.

Foi um resultado para se comemorar, pelas circunstâncias. Em termos de campeonato, o resultado é ruim porque o time tem três jogos como mandante e só três pontos. O que fica de esperança é que algumas peças que começam a entrar em forma agora podem dar mais qualidade ao time no futuro.
17/03/2021 - 18:16
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O Londrina segue sem vencer e devendo um bom futebol no Paranaense. O 1 a 1 com o Azuriz, em Arapongas, mostrou mais uma vez um time bastante desarrumado e com pouca inspiração e qualidade ofensiva. É só o início e tem muito gente ainda para entrar no time, mas o início de temporada do Tubarão é decepcionante.

"Abdicamos de ficar com a bola no segundo tempo e sofremos uma pressão". A definição do zagueiro Marcondes revela fielmente as dificuldades do Alviceleste no jogo.

Gustavo Oliveira/LEC
Gustavo Oliveira/LEC


Se o primeiro tempo foi equilibrado, o Londrina só não perdeu graças ao goleiro Dalton, que fez três grandes defesas. No seu pior momento no jogo, o LEC abriu o placar. Aos 37, após cobrança de escanteio de Adenílson, Safira aproveitou a sobra na segunda trave e bateu cruzado. Gol do camisa nove no dia em que completou 26 anos.

Mas Safira teve que sair logo no início do segundo tempo, machucado. Carlos Henrique entrou no seu lugar e pouco fez também em campo. O Azuriz se mostrou sempre mais organizado e as alterações do técnico Silvinho Canuto foram trazendo o time para trás.

O castigo veio aos 35, após pênalti de Luiz Henrique em Hayner. Para mim, o lance foi bem duvidoso, mas vale ressaltar que nenhum jogador do Londrina reclamou da marcação. Vieira bateu bem e empatou. Segundo empate seguido com dois gols de pênalti.

"Não é sempre que vamos jogar bem, mas temos que encontrar uma forma de ganhar", disse Silvinho Canuto ao final do jogo. A realidade até agora é que o Londrina não jogou nada em duas partidas e também não ganhou.
Lucio Flávio
 
Formado em Comunicação Social/Jornalismo. Repórter da Rádio Paiquerê AM desde 1997 e da Folha de Londrina desde 2012. Participa de coberturas esportivas nacionais e internacionais



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