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Lucio Flávio
Lucio Flávio
23/03/2020 - 15:01
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Com o futebol suspenso por tempo indeterminado no Brasil, em razão da pandemia do Coronavírus, a Federação Paranaense de Futebol decidiu entrar em férias e assim evitar riscos de contágio aos seus funcionários. O recesso da entidade começou no sábado (21) e prossegue até o dia 12 de abril. As atividades serão retomadas no dia 13.



A FPF também suspendeu todas as suas competições, desde os campeonatos profissionais, passando pelos da base e também amadores. O Paranaense da primeira divisão foi paralisado no dia 15, com o fim da fase de classificação e os oito classificados para as quartas de final. Não há prazo previsto para a volta do Estadual.

O período de férias decretado pela Federação é mais uma prova que a volta do Paranaense vai demorar um bom tempo. Pelas circunstâncias atuais e pelas projeções do aumento de casos da Covid-19, acho muito improvável que tenhamos futebol no Brasil antes de junho.
17/03/2020 - 16:00
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Em entrevista à Rádio Paiquerê 91,7 nesta terça-feira (17), o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, afirmou ser contrário a definição do Campeonato Paranaense sem respeitar os resultados de campo.

FPF
FPF


A entidade suspendeu, por prazo indefinido, a competição na última segunda-feira (16), em razão da pandemia do Coronavírus. Questionado se, em caso de ausência de datas, o campeonato poderia ser finalizado respeitando a classificação da primeira fase, o que daria o título ao Coritiba, o dirigente rechaçou esta possibilidade.

"Sou sempre favorável que o resultado respeite o que aconteça em campo. Esta possibilidade não é cogitada e vamos fazer de tudo para que os jogos restantes sejam realizados e o campeão seja conhecido em campo. Nem que tenhamos que fazer jogos a cada três dias", afirmou.

Cury revelou que não é possível neste momento afirmar quando a competição poderá ser retomada, mas acredita que será impossível voltar as atividades normais em um prazo inferior a 30 dias.

O presidente da FPF informou ainda que todas as outras competições da entidade também serão suspensas, como as das categorias de base e a Divisão de Acesso, que estava prevista para começar no dia 5 de abril.
16/03/2020 - 18:10
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Com a suspensão do Campeonato Paranaense, o Londrina definiu liberar o elenco já que não há nenhuma previsão de como ficará o restante do calendário 2020.

O LEC liberou os jogadores já nesta segunda-feira (16) e marcou a volta aos treinos no dia 1º de abril. A liberação vale também para os atletas da base. O clube suspendeu também as aulas das escolinhas, que funcionam no VGD, até o dia 31 de março.

Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube
Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube


O Londrina foi um dos clubes que apoio a decisão da Federação de suspender o Estadual, seguindo uma linha das maioria dos times do país. O Athletico também liberou todos os seus profissionais nesta segunda-feira e vai fechar o CT do Caju.
11/03/2020 - 15:49
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O Londrina ainda não sabe quem vai pagar a conta do futebol no Campeonato Brasileiro. E isso é terrível para o planejamento do clube. Quanto mais tempo passa sem uma definição, mais difícil será para ter um time competitivo a partir de maio.

Não há um prazo para a novela terminar. Nenhum novo encontro entre as partes foi agendado e isso comprova que um novo acordo entre os lados não será de fácil solução. A diferença dos pedidos é enorme. Como publicamos aqui, Malucelli quer R$ 350 mil/mensais de ajuda do clube. O LEC oferece R$ 140 mil. Se os parceiros não cederam, a parceria pode ficar ainda mais comprometida.

Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube
Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube


Não acredito que a parceria seja rompida antes do prazo final, em dezembro. Não é interessante para nenhuma das partes. Pelo lado comercial e econômico. A continuidade até o final do ano significa sobrevida para os dois lados, que continuam na busca de um novo investidor.

Se sair agora, o SM não tem o que fazer com o seu CT. Virará um elefante branco e não será vendido se não tiver o Londrina como contrapartida. Por outro lado, o LEC se consegue "vender" muito melhor se apresentar o CT como um ativo. Um depende do outro para encontrar interessados a partir de 2021.

Do ponto de vista econômico, ninguém consegue sobreviver sozinho até o final do ano. A SM não tem dinheiro para montar um time, minimamente capaz de evitar um novo rebaixamento, e o Londrina também não tem condições de tocar o futebol sozinho. Dinheiro o LEC até tem, mas falta gente interessada, disposta e capacitada para assumir a responsabilidade de comandar o futebol.

Então, meus amigos, se ficar o bicho pega e se correr o bicho come. A única alternativa para os dois é adequarem as suas pedidas, chegarem a um consenso e tocar o barco até o final do ano. Que a estrutura seja enxugada, que os valores sejam readequados e que o dinheiro seja investido totalmente no futebol e não em "acessórios". E que a meta esteja clara: evitar um novo rebaixamento.

Ao mesmo tempo, que as partes continuem trabalhando para encontrarem novos parceiros para 2021, porque a parceria SM/Londrina não tem mais condições de continuar a partir do próximo ano. Só que todas estas definições necessitam de urgência, sob o risco do Londrina chegar no fim do ano no mesmo patamar de 2014.
05/03/2020 - 18:47
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O Conselho de Representantes do Londrina se reúne na noite desta sexta-feira (6) para analisar a proposta feita pelo gestor Sérgio Malucelli para continuar a frente do futebol do clube até o final do ano.

Na reunião de quarta-feira no CT, o empresário alegou novamente dificuldades financeiras para tocar sozinho a estrutura do LEC no Campeonato Brasileiro e pediu um aporte do LEC de R$ 350 mil mensais. Este repasse seria usado para pagar a folha salarial do elenco profissional. A SM Sports ficaria responsável por subsidiar as outras despesas do departamento de futebol.

Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube
Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube


Apesar dos representantes do LEC que estiveram na reunião sinalizarem positivo com uma possível ajuda do clube ao parceiro, é unanimidade entre todos do clube que o Londrina não tem condições financeiras de aportar este valor pedido mensalmente.

Por isso, o clube fará uma contraproposta. Na reunião desta sexta, os conselheiros terão em mãos um balanço do quadro financeiro atual do clube. Quanto o LEC tem em caixa, quais os compromissos já assumidos pelo clube, quanto o clube gasta de forma fixa por mês com a manutenção do VGD e pagamento de funcionários e quanto o clube poderá oferecer a SM Sports por mês.

A opinião da maioria dos conselheiros é que, em caso de aporte financeiro do clube na parceira, o LEC possa recuperar este investimento no futuro. A proposta vai girar em torno que o Londrina fique com os direitos econômicos de jogadores da base ao final do atual contrato de parceria.
Lucio Flávio
 
Formado em Comunicação Social/Jornalismo. Repórter da Rádio Paiquerê AM desde 1997 e da Folha de Londrina desde 2012. Participa de coberturas esportivas nacionais e internacionais



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