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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
20/01/2019 - 09:59
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No segundo domingo de janeiro (13) é comemorado o Dia da Maioridade. Os jovens japoneses que completam 20 anos passam a responder civilmente pelos seus atos. Eles podem casar sem autorização, fumar e consumir bebidas alcoólicas. Foram 1.25 milhões de jovens que passaram para a "vida adulta" e buscam seus lugares numa das sociedades mais competitivas do mundo.
As cerimônias são realizadas e organizadas pelas prefeituras, e o jovens comparecem em massa, mostrando todo o vigor e alegria típicas da idade.
Os homens comparecem básicamente de terno e gravata e as meninas vestem os tradicionais quimonos, acompanhados de penteados originais e belas plumas envolvendo o pescoço. A festa é realmente muito bonita.
Apesar de toda a alegria e esperança presente ao local, o governo japonês tem muito com o que se preocupar. Esse contingente de jovens representa menos de 1% da população que é de 125 milhões de pessoas. O número de nascimentos diminuiu pelo novo ano consecutivo, e dados oficiais mostram 948.396 mil crianças nascidas em 2018. O menor número desde 1979, quando a pesquisa teve início.
Em abril de 2022 a "lei da maioridade" irá mudar. Será reduzido para 18 anos, pois os governantes pretendem fazer campanhas especiais para a juventude, seja lá isso o que for. O consumo de bebidas alcoólicas e cigarros continuarão sendo legais somente a partir dos 20 anos.
No dia 17 (quinta-feira) teve uma cerimônia diferente. Foram lembrados os 24 anos do terremoto Hanshin-Awaji, na região de Kobe. O desastre aconteceu às 5:46min e magnetude 6.9. Esse evento acontece todos os anos como forma de alerta para os jovens sobre os possíveis terremotos que podem acontecer em qualquer parte do país.
Foram mais de 6.400 mortos, 250 mil casas destruidas e anos para restaurar a cidade. Os jovens que vivenciaram a tragédia e que participaram do Dia da Maioridade tinham apenas 4 anos anos quando tudo aconteceu. Muitos deles passaram anos de suas infâncias traumatizados com o acontecimento, sem dizer daqueles que tiveram que mudar de cidade para continuarem a vida.
Enfim um Feliz Ano Novo.

Seijin no hi


Terremoto em Kobe
01/01/2019 - 09:01
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Entro neste primeiro dia do ano atrás de recordações e reflexões. Volto no tempo e procuro lembrar dos amigos da infância, daqueles "malucos" que conviveram comigo e estão espalhados pela imensidão deste mundo. Das brincadeiras nas ruas após as aulas, os finais de samana com futebol em campinhos improvisados, da escola estadual com ensino de particular. Das professoras que nos botavam medo, das namoradas.
Ah! Quanta saudade de tudo o que se foi.
Já passaram várias décadas, mas não esqueço nem dos detalhes. Hoje, nesta entrada de ano, em minha sala, fico perguntado onde estarão meus amigos, amigas e amores? Penso que a vida é uma sequência de novidades, incertezas e mudanças, e precisamos estar preparados para viver tudo isso, da distância até a enorme saudade que brota dia após dia.
Em Kyoto, onde vivo atualmente, as coisas correm de maneira linear. Grandes problemas não existem, mas grandes alegrias também não. Por vezes, sinto falta de maiores emoções, daqueles que vivi com os amigos, e principalmente com os amores.
Neste frio de dois graus, na cinzenta segunda-feira do dia primeiro de janeiro de 2019, fico lembrando alguns detalhes e sozinho dou gargalhadas, algmas vezes fico sério. Por onde andarão os amores que tive na infância? O que estarão fazendo as meninas por quem um dia me apaixonei?
Formaram? Casaram? Onde moram? Tudo é incerto para mim depois desse tempo todo no Japão, que tão bem me recebeu, mas que não está em minha infância.
Penso e fico imaginando se tudo tivesse sido diferente? Como seria a vida se eu continuasse no Brasil? Resignado estaria? Revoltado estaria? Indiferente? Participativo?
Mesmo projetando algo que não mudará, faço esse exercício de sonhar com o passado, de me ver um pouco mais brasileiro, de me colocar na pele dos que ficaram.
O tempo não voltará, nada será como antes, e isso, muitas vezes mexe comigo. Arrependimento não é, mas o que será esse sentimento que entra ano, sai ano, sempre aparece em meu coração?
É pensando nisso tudo, que começo um Ano Novo, que como sempre é recheiado de esperanças. Os sonhos não terminam nunca, o sentimento de que tudo precisa ser melhorado continua forte, a certeza de que precisarei contribuir com o que tenho, que farei ainda melhor do que fiz até agora é a meta para hoje em diante.
Que eu tenha serenidde, saúde e bom senso para tocar os projetos em frente, sempre recordando e refletindo sobre tudo.
Feliz Ano Novo e saúde para todos que um dia cruzaram o meu caminho.


Como vai você?
16/12/2018 - 06:59
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O Japão valoriza os estudos. Algumas vezes de maneira obsessiva, que causam problemas, mas em alguns casos essa busca pelo conhecimento tem o seu reconhecimento.
Recentemente mais um Prêmio Nobel foi concedido à um pesquisador japonês.
Tasuku Honjo (72 anos), pesquisador médico da Universidade de Kyoto, foi até Estocolmo participar das solenidades e receber um prêmio das mãos de Carls Gustavo XVI, rei da Suécia.
Ele vinha aprimorando uma descoberta contra o câncer desde 1992. Descobriu a proteína PD-1, que estimua o sistema imunológico a atacar um tumor cancerígeno, revolucionando alguns tratamentos.
Foi agraciado juntamente com o americano James P. Allison (70 anos) que descobru a proteína CTLA-4, um inibidor do linfócito T.
Com as descobertas, ambos transformaram o campo de pesquisa contra o câncer, com um princípio novo que aproveitam as habilidades do sistema imunológico em combater as células cancerígenas.
Esta é o vigésima sexto Prêmio Nóbel concedido ao Japão, e o quinto na área de Medicina e Fisiologia.
Mesmo com resultados como esse, existem muitas discussões sobre o atual sistema de ensino japonês, que é em período integral desde o primário, com uma infinidade de atividades extra-curriculares que só terminam no fim do ensino médio. Essa atividades acontecem inclusive aos sábados e domingos, não permitindo dias de descanso para os que participantes. Por conta disso, muitos professores também são obrigados a trabalharem os 7 dias da semana, sem direito à horas extras ou remunerações adicionais.
Está feito a confusão.

Nobel Prize
02/12/2018 - 09:35
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Terminou neste sábado (1/12) a J.League, e para quem não sabe, é o campeonato de futebol profissional japonês.
Este ano o Kawasaki Frontale não teve muitas dificuldades para levantar o troféu e somou 69 pontos. Teve uma imensa ajuda do seu principal oponente que fez o favor de não conseguir vencer nas últimas cinco rodadas. Assim o Hiroshima Sanfrecce terminou na vice liderança com 57 pontos, seguido do Kashima Antlers com 56 pontos. As três equipes estão automativamente classificadas para disputar a Champions League da Ásia no ano que vem.
Os artilheiros foram os brasileiros Jô, ex-Corinthians, com 24 gols, seguido de outro conterrâneo, Patrick com 20 gols. Em terceiro ficou o sul coreano Hwang Ui Jo, com 16 gols.
Este ano a competição foi mais emocionante para os times da parte baixa da tabela. Até a última rodada apenas o V.Varen da cidade de Nagasaki estava matematicamente rebaixada, pois conseguir perder 20 jogos dos 34 disputados, somando apenas 30 pontos.
Outras cinco equipes corriam risco de rebaixamento, mas quem caiu foi o Kashiwa Reysol, que mesmo vencendo o Gamba Osaka por 4x2, precisava de uma combinação de resultados para conseguir se manter na primeira divisão. Essa combinação não veio e o time patrocinado pela Hitachi vai disputar a segundona.
Em antepenúltimo ficou o Júbilo Iwata que disputará a repescagem contra o Yomiuri Verdy, que venceu o primeiro jogo da repescagem contra o Yokohama F.C. com um gol de Douglas Vieira, que entrou na partida faltando dez minutos para o término da partida, e mostrou a que veio. Mesmo que o Júbilo vença o jogo contra o Verdy, não evitará a vergonha em ficar entre os últimos colocados da primeira divisão, já que os orçamentos entre as equipes é desigual.
Da segundona subiram Matsumoto Yamaga, da cidade de Nagano, e o Trinity Oita da província de Oita, que fica no sul do país.
Na última rodada da primeira divisão foram marcados incríveis 38 gols em nove jogos, mostrando que o pessoal estava animado, principalmente os times que corriam risco do descenso. Outra curiosidade é que os artilheiros da primeira, segunda e terceira divisões marcaram exatamente o mesmo número de gols: 24.
Ainda teremos alguns jogos da Copa do Imperador, e saberemos o campeão apenas no dia 9 de dezembro. Quatro equipes disputam o troféu mais tradicional do Japão: Montedio Yamagata da segunda divisão, Kashima Antlers, Urawa Red Diamond e Vegalta Sendai.
Este ano algumas equipes gastaram um pouco mais na contração de alguns estrangeiros. Para o Nagoya Grampus veio Jô, que estava muito bem no Brasil, mas aceitou sem titubear a proposta de 11 milhões de euros da equipe da Toyota. Em seguida veio o campeão mundial com a alemanha, Lukas Podolski, e os espanhóis Andrés Iniesta (ex-Barcelona) e Fernando Torres (ex-Atlético de Madrid). Para a próxima temporada já foi contrato David Villa, que juntamente com Iniesta e Torres, foram também campeões mundiais com a Espanha na Copa de 2010.

Iniesta e Torres: uma visão do Japão
18/11/2018 - 09:58
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Atariya é uma palavra japonesa criada para designar um tipo de fraudador. São para os malandros que se jogam propositalmente ou colidem com os carros para receber indenizações.
As leis de transito no Japão são rigososas onde qualquer infração requer pagamentos de gordas multas, além de trabalho enorme com a burocracia policial.
Por exemplo: uma pessoa dirigindo alcoolizada e pego pela polícia irá imediatamente para a cadeia além de pagar uma multa em torno de 15 mil dólares. Se estiver acompanhado de alguém, e esse alguém não tiver consumindo nenhuma gota de alcool, mas só pelo fato de estarem juntos, pagará uma multa de aproximadamente 5 mil dólares. Por isso, depois de uma balada, as pessoas precisam saber muito bem com quem voltar para casa.
Aproveitando desse rigor, algums espertalhões se jogam propositalmente em frente a carros que estão em baixa velocidade, brecam propositalmente para serem colididos por trás, e exigem recompensas alegando falta de atenção do motorista. Como por aqui o motorista é considerado sempre o culpado, alguns deles preferem fazer um acordo com o malandro para evitar um boletim de ocorrência, além de não envolver a seguradora.
Nesses casos os valores dos acordos são baixos, variando de 20 a 30 mil ienes. Se o espertalhão fizer isso todos os dias e conseguir um acordo, "trabalhando" vinte dias por mês poderá receber por volta de 6 mil dólares/mês, o que dá para viver tranquilamente.
Esses "especialistas" utilizam várias artimanhas para conseguirem dinheiro. Em ruas estreitas onde a velocidade é obrigatoriamente baixa, andam de bicicleta e se jogam propositalmente sobre o carro e simulam algum machucado. Se você se distrair, ele baterá no seu retrovisor e alegará muitas dores no braço, e assim por diante. Portanto, todo cuidado é pouco.
Os especialistas orientam que em caso de acidentes dessa natureza, o motorista faça o boletim de ocorrência e não entrem em acordos de nenhuma natureza. Relatem tudo o que aconteceu sempre em frente de testemunhas, e fique presente até o final de toda a apuração.
As vítimas preferenciais são os idosos e mulheres "cartas novas". Como os carros dessas pessoas possuem adesivos para identificar esses motoristas, fica fácil para escolher a vítima. É o lado perverso de tanta organização.

Dando o golpe sem saber que está sendo filmado
Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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