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Marden Machado
Marden Machado
04/11/2019 - 01:00
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Apesar de criada no início da década de 1960, a Turma da Mônica só ganhou uma revista própria a partir de 1970. Seu criador, Maurício de Sousa, nos levou para o bairro do Limoeiro onde somos apresentados ao quarteto Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão. Cada um deles com características próprias e marcantes. O sucesso nos quadrinhos vem se mantendo desde então e após a produção de alguns desenhos animados tanto para o cinema como para a televisão chegou a hora de um filme com atores. Com direção de Daniel Rezende e roteiro escrito por Thiago Dottori, a partir da HQ dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, a trama de Turma da Mônica: Laços nos conduz por uma história que procura dialogar com diferentes gerações de fãs. Tudo começa quando o cão de Cebolinha (Kevin Vechiatto), o floquinho, desaparece. Ele então bola um plano infalível para resgatá-lo e conta com a ajuda dos amigos Mônica (Giulia Benite), Cascão (Gabriel Moreira) e Magali (Laura Rauseo) nessa aventura. Não há como negar o esmero da produção com a embalagem do produto. Cenários e figurinos estão impecáveis e o elenco mirim, apesar das limitações, funciona. No entanto, não houve o mesmo cuidado no desenvolvimento do roteiro. Apesar disso, o caráter nostálgico que o filme desperta supera muitas de suas deficiências e como houve uma boa acolhida do público aos cinemas, existe a possibilidade de termos mais dois longas com essa mesma equipe, Lições e Lembranças, obras de autoria da mesma dupla deste Laços.

TURMA DA MÔNICA: LAÇOS (Brasil 2019). Direção: Daniel Rezende. Elenco: Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, Monica Iozzi, Paulo Vilhena, Ravel Cabral e Rodrigo Santoro. Duração: 96 minutos. Distribuição: Paris Filmes.
03/11/2019 - 06:47
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Localizada no agreste pernambucano, a cidade de Toritama responde por quase 20% da produção de jeans do país. Isso chamou a atenção do diretor Marcelo Gomes. Ao passar pela cidade não reconheceu as lembranças que tinha de lá quando a visitou, ainda menino, acompanhando o pai em uma viagem. Nasceu assim o documentário Estou Me Guardando Para Quanto o Carnaval Chegar. A partir de grupos de moradores do local que transformaram suas garagens, salas e quintais em fábricas caseiras de jeans, somos apresentados a personagens fascinantes que dividem o mesmo sonho: serem seus próprios patrões. Não há desemprego em Toritama. Assim como também não há descanso. A rotina de trabalho abrange os sete dias da semana e cerca de dois terços de cada dia. A única folga é quando chega a semana das festas de Momo. É nesse período de aproximadamente cinco dias que a cidade para e vai para o litoral. O olhar de Marcelo Gomes é carinhoso e humanista. Mas, nunca condescendente. E isso faz toda a diferença.

ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR (Brasil 2019). Direção: Marcelo Gomes. Documentário. Duração: 85 minutos. Distribuição: Vitrine Filmes.
02/11/2019 - 02:46
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O pernambucano Gabriel Mascaro trabalha com cinema desde 2008, quando dirigiu o documentário KFZ-1348. A estreia em longas ficção ocorreu seis anos depois com Ventos de Agosto, que foi seguido de Boi Neon. Mascaro, também roteirista de seus filmes, vem conquistando prêmios em festivais no Brasil e no exterior. Divino Amor, de 2019, é seu mais recente trabalho. O roteiro, assinado pelo diretor, junto com a produtora Rachel Daisy Ellis, além de Esdras Bezerra e Lucas Paraizo, nos leva a um Brasil distópico no ano de 2027. E lá conhecemos Joana (Dira Paes), que trabalha como escrivã em um cartório do governo. Na realidade mostrada há um poder fundamentalista de matriz religiosa dominado pela igreja que dá nome ao filme. Nesse contexto acompanhamos Joana, que nutre o desejo de ter um filho. As dúvidas que ela carrega em decorrência de seu trabalho se agravam com uma situação inusitada que acontece. Nesse turbilhão de emoções, Joana se vê numa complexa encruzilhada onde seu casamento e sua fé são questionados. Divino Amor é um filme incômodo. No bom sentido, convém esclarecer. Mascaro faz uso de uma metáfora futurista para alertar-nos sobre eventos e posturas que ocorrem em nosso presente e que poderão se refletir em rotina nos anos que estão por vir.

DIVINO AMOR (Brasil 2019). Direção: Gabriel Mascaro. Elenco: Dira Paes, Júlio Machado, Emílio de Mello, Teca Pereira, Thalita Carauta e Mariana Nunes. Duração: 101 minutos. Distribuição: Vitrine Filmes.
01/11/2019 - 00:43
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Nunca é fácil atualizar para os dias atuais histórias que originalmente se passam em um passado distante. Ou mesmo próximo. Há poucos exemplos de tramas assim que se revelam bem-sucedidas. O Menino Que Queria Ser Rei se encaixa neste seleto grupo de boas atualizações. Com direção e roteiro do britânico Joe Cornish, o mesmo do ótimo Ataque ao Prédio, temos aqui a clássica aventura do Rei Arthur transportada a Londres de hoje. É lá que o menino Alex (Louis Serkis, filho de Andy Serkis na vida real), enfrenta problemas de bullying em sua escola e certo dia encontra a espada mágica Excalibur presa em uma pedra. A saga de Arthur se repete no presente e todas as importantes personagens da lenda se materializam outra vez. Inclusive Morgana (Rebecca Ferguson) e Merlin (Patrick Stewart/Angus Imrie). Cornish conduz sua narrativa à moda antiga. E isso conta bastante a favor. Afinal, muito do charme e do apelo do texto original vem do fato de a história lidar com questões nobres e universais, como amizade e superação. O elenco se revela à altura do desafio e a modernização dos conflitos mostrados funcionam adequadamente. Precisava mais? Acredito que não.

O MENINO QUE QUERIA SER REI (The Kid Who Would Be King – Inglaterra 2019). Direção: Joe Cornish. Elenco: Louis Serkis, Tom Taylor, Rebecca Ferguson, Patrick Stewart, Dean Chaumoo, Rhianna Dorris, Augus Imrie e Denise Gough. Duração: 120 minutos. Distribuição: Fox.
31/10/2019 - 01:03
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A lenda do Rei Arthur rendeu inúmeras adaptações para livros, teatro, cinema, TV e quadrinhos. Realmente, é difícil resistir ao apelo dessa intrigante e mágica história. Na animação dos estúdios Disney A Espada Era a Lei, dirigida em 1963 por Wolfgang Reitherman, temos uma versão infantil da famosa saga Arthur, Merlin e da espada Excalibur. O roteiro de Bill Peet tem por base o livro de T.H. White e nos apresenta o jovem Wart. Na verdade, trata-se de um menino que sonha se tornar um cavaleiro. Há também, é claro, a espada cravada em uma pedra e, segundo se diz, quem for capaz de tirá-la de lá será o novo rei. Wart realiza o feito e é acolhido pelo atrapalhado mago Merlin, que assume a função de prepará-lo para seu nobre futuro. A Espada Era a Lei funciona com um ótimo portal de entrada ao universo de Camelot e seus cavaleiros da Távola Redonda. Apesar de a trama se concentrar na interação do jovem-futuro rei e seu mestre, com a participação especial da Madame Mim fazendo a vilã. Mas isso, de forma alguma, prejudica a diversão, que está mais do que garantida. Em tempo: Walt Disney "serviu” de modelo para a figura de Merlin e este foi a última produção inteiramente supervisionada por ele, que faleceu quatro anos depois durante a realização de Mogli – O Menino Lobo.

A ESPADA ERA A LEI (The Sword in the Stone – EUA 1963). Direção: Wolfgang Reitherman. Animação. Duração: 79 minutos. Distribuição: Buena Vista.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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