03/08/21
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Em 1945

O golpe em que Getúlio Vargas foi deposto

No dia 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto por um golpe militar, sendo conduzido ao exílio na sua cidade natal, São Borja.

A deposição de Vargas gerou um problema legal - a Constituinte de 1937 não havia criado a figura do Vice-Presidente, por outro lado no Estado Novo não havia Câmara e nem Senado, portanto não havia Presidente destas instituições para substituir o Presidente. Com o cargo vago foi necessário que ele fosse ocupado pelo Presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, José Linhares, que governou o Brasil entre 30 de outubro de 1945 e 31 de janeiro de 1946.


Durante o mês de novembro a campanha eleitoral esteve em pleno desenvolvimento, sem acidentes. As eleições ocorreram de acordo com o clima democrático que se manifestava pelo mundo. Os principais candidatos foram o Brigadeiro Eduardo Gomes, pela UDN, que havia sido um dos líderes do Movimento dos Dezoito do Forte de Copacabana e o General Dutra apresentado pelos partidos: Partido Social Democrático – PSD e o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB. O Partido Comunista Brasileiro - PCB lançou a candidatura de Yedo Fiúza e havia ainda o candidato Mário Rolim Teles, que não tinha apoio expressivo.

O General Dutra saiu vencedor com 55,39 %. A eleição deu ao PSD maioria no Congresso e na Assembléia Constituinte. Assim apesar de afastado, a sombra de Getúlio se mantinha sobre o país. Getúlio seria eleito senador pela maior votação da época. Era o fim da Era Vargas, mas não o fim de Getúlio Vargas, que em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.

Na sucessão de Dutra, em 1950, o PTB lançou Getúlio Vargas como candidato à presidência, numa campanha popular empolgante e vitoriosa. Getúlio Vargas voltou ao poder, como se disse na época: "Nos braços do povo"

As principais propostas de Getúlio Vargas foram: A criação da Eletrobrás, fundamental para o desenvolvimento industrial e a criação da Petrobrás para diminuir a importação do produto, que consumia grande parte das divisas nacionais.

Mas havia um jornalista muito crítico chamado Carlos Lacerda, que acusava o presidente de estar em um "mar de lama", ou seja, de acumular privilégios parentes e aliados. O chefe da guarda do presidente, Gregório Fortunato tramou um atentado para matar o jornalista, porem no momento da execução Carlos Lacerda estava acompanhado de um major da Aeronáutica.

E quando ele estava acompanhado do oficial militar Rubens Vaz, o Fortunato matou o major. A crise ganhou dimensão e as Forças Armadas, após prenderem Gregório e os homens que haviam sido contratados para o atentado, pressionaram Vargas para que ele renunciasse novamente.
Redação Bonde
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