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Edison  Yamazaki
Edison  Yamazaki
02/10/2016 - 10:26
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Por enquanto é única certeza da J.League/16. O Avispa Fukuoka que subiu para a primeira divisão este ano, disputará a segunda divisão o ano que vem.
Faltando três rodadas para o término do campeonato, o time do treinador Ihara não tem mais chances matemáticas, e de nada adiantará vencer todos os jogos restantes.
A incompetência foi grande. No primeiro turno obteve apenas duas vitóras em17 jogos. E agora no segundo turno, também foram duas vitórias. Até o momento marcou 26 gols e sofreu 56. Isso quer dizer que além de possuir o pior ataque, possui também a pior defesa.
Ainda falta definir quem serão as outras duas equipes que irão para a segundona. E aí vou dar o meu palpite. Será o Bellmare e o Nagoya Grampus.
Na verdade, apenas o Bellmare é certo de que cairá, já o Grampus é apenas a minha vontade. Entre os 18 times está em décimo quinto, mas com apenas um ponto a mais que o Ventforet Kofu.
Patrocidada pela Toyota Motors, é um dos times mais ricos da liga, e também um dos mais incompetentes. Se for rebaixado pode servir de exemplo do que não se deve fazer no futebol. Aí poderá servir de lição para os outros clubes.
A verdade é que tudo está nivelado por baixo, e mesmo a equipe que for campeã, precisa tomar cuidado para não dormir sobre os falsos louros.
A equipe de Fukuoka é uma bagunça. Nem parece que tem toda a estrutura de uma equipe profissional. Seus jogadores, principalmente os da defesa, mal conseguem se posicionar corretamente durante os jogos. E a equipe vive de dar chutões para a frente achando que pode contar com o erro do adversário em todas as partidas.
É mais do que justo o seu rebaixamento. O próximo post será sobre a queda do Hiratsuka Bellmare, que está em penúltimo lugar, tem chances matemática para sobreviver, mas não terá competência para vencer seus próximos 3 jogos.

O primeiro jogo do Avispa na divisão principal
25/09/2016 - 10:12
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Terminou agora à pouco a partida de tênis entre Naomi Osaka e a Caroline Wozniacki, com vitória de 2x0 para a ex-número um do mundo.
Foi o jogo final do Toray Pan Pacific Open, realizado em Tóquio, e com bom público durante toda a competição.
Naomi Osaka é uma menina de 18 anos, com bom potencial para ser uma das estrelas do tênis mundial. É uma jogadora de força, com saque potente e boa qualidade em seus fundamentos. Logicamente ainda precisa de alguns cuidados, principalmente no aspecto emocional, sua deficiência mais evidente no momento.
A mídia trata Naomi como uma estrêla em ascenção, como uma japonesa da "gema" que pode ajudar a elevar o interesse do tênis pelas meninas, ávidas por encontrarem alguém para se espelharem.
Só que existe um pequeno probleminha nessa combinação de interesses. Naomi Osaka é uma bonita morena, cabelos cacheados, alta e forte, sem nenhuma semelhança com as japonesas tradicionais. Ela quase não fala japonês, já que mora e treina nos Estados Unidos. Sua única ligação com o Japão é que sua certidão de nascimento está registrado em algum cartório do país, o que lhe dá a nacionalidade nipônica. Fora isso, ela não tem absolutamente nada de oriental.
Esse "fenômeno" já acontece em várias áreas, já que a última Miss Japão é uma linda morena, e a atual também. No futebol e no atletismo, existem atletas que nem no mome são japoneses, mas possuem o passaporte da terra do Sol Nascente.
Eles não são naturalizados, são registrados aqui desde o nascimento, já possuem um dos pais japoneses. E a população, o que acha disso?
Acham que enquanto eles forem destaques, são japoneses, se caírem no ostracismo são estrangeiros. Simpes, não é mesmo?

Conheça Naomi Osaka
13/09/2016 - 07:51
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Para mim, as coisas estão tão corridas que somente agora é que pude assistir alguns jogos das Olimpíadas do Rio. Sabendo de que teria dois meses de muito trabalho, deixei tudo devidamente gravado para ir assistindo aos poucos.
Eu sei que o que escreverei neste momento pode ser um assunto fora de ponto, mas acredito ser muito verdadeiro, e portanto, vou "falar" o que senti nesse período de Olimpíadas.
As impressões eram as piores possíveis, com obras inacabadas, água da piscina esverdeada, apartamentos sem condições de uso.
Tudo foi arrumado rapidamente e de acordo com o manual de boas maneiras de um anfitrião preocupado. E assim, o Brasil mostrou que consegue, mas não significa que devemos passar um borracha no problemas que existiram
Gambiarra também não foi um bom termo para mostrar que o Brasil pode. Praticamente "intraduzível" para outros idiomas, passou a informação de improviso e falta de normas, logo seguido de ações corretivas.
Mas no final de tudo, o que ouvi foram somente elogios. A imprensa japonesa, como de costume, evitando mostrar o lado ruim das coisas e bombardeando os telespectadores com imagens e informações positivas. O colorido das instalações esportivas, a beleza do Maracanã e o contraste do azul das paredes da piscina com a cor da água, tudo isso foi muito comentado por aqui.
A beleza estava também na gentileza dos voluntários, sempre bem vestidos e atenciosos. Aliás, o figurino dos fiscais e do pessoal que assessoram as entregas das medalhas foram muito elogiados.
Me disseram que tudo foi humano, pois uma Olimpíada é composto por homens e mulheres que lutam contra sí mesmo para melhorar marcas, correr mais rápido, saltar mais longe.
Até me parabenizaram pelo ouro no futebol, e os comentários são de que o Brasil voltou a ser uma potência futebolística. Coisa de povão, não é mesmo?
O vôlei brasileiro parecia ter sido adotado pelos japoneses, de tanta torcida e elogios que receberam, assim como o ouro da judoca.
Apesar de ser sido contra a realização dos jogos, pois continuo achando que o país possui prioridades mais urgentes, não posso negar que a imagem brasileira subiu alguns degraus no conceito dos nipônicos, e muitos já falam de que os envolvidos na realização da Olimpíadas de Tóquio precisarão ter muita imaginação e criatividade para superar a mensagem passada pelo Brasil.
E convenhamos, isso não será nada fácil.
Agora estou atendo aos jogos Paraolímpicos, e sinto que os comentários tem sido bastante positivos, principalmente no apoio que os atletas recebem dos torcedores. Parece que tudo que está ligado ao Brasil, está ligado também ao calor humano, tão em falta por esses lados.
Agora é aguardar até 2020 para ver no que dá.

2020 no Japão
17/07/2016 - 10:41
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Eu nunca entendi muito bem a vida dos brasileiros no Japão. Como eu, todos vieram com sonhos, mas poucos conseguiram alcançá-los. Interessante é que esses sonhos não eram tão inacessíveis, mesmo assim a grande maioria ficou para trás.
Trabalhando em fábricas como operários, não é muito difícil conseguir alguns bens materiais. A primeira "grande compra" é sempre um carro, seguido por componentes eletrônicos. Muitos possuem dois celulares e televisores de ultima geração.
Outra coisa que os conterrâneos gostam muito de fazer é um churrasquinho ou festinha para comemorar qualquer coisa. Tudo isso lembra o Brasil, não é mesmo?
O problema é que estamos no Japão e a realidade é diferente. Logicamente nada contra carros ou churrascos. Acredito que são valores que trazemos na vida.
O brasileiro não está subindo na pirâmide social japonesa. Continuam como operários, e parecem satisfeitos com isso. Não enxergam novos horizontes, não conseguem aproveitar as oportunidades que aparecem. Não ficam preprados para melhorar de vida.
A grande maioria está acomodada com o estilo atual, e quase ninguém se preocupa em estudar ou aprimorar seus conhecimentos.
Os filhos adolescentes abandonam a escola com muita facilidade para sujarem as mãos de graxa, as filhas ficam grávidas sem estarem preparadas para enfrentarem o mundo como mães. Sem estudo, ganhando por hora, caem no circulo vicioso de continuarem a serem operárias, gostarem de festinhas e comemorações e não ascenderem socialmente.
A pergunta que fica é: por que o brasileiro não melhora sua condição profissional no Japão? A resposta é simples. Porque não estudam e possuem pouco interesse em adquirir novos conhecimentos. Até pelos valores operários dos pais, muitos filhos não pensam em cursar uma universidade, e se contentam em terminar o ensino médio para trabalhar no chão das fábricas. Eles são "informados" através das atitudes dos pais de que estudar é secundário, não necessário.
Logico que estudar requer disciplina, ainda mais num país onde a educação é tão levado a sério. Existe também o agravante das escolas japonesas não estarem preparadas para receberem alunos estrangeiros, das enormes barreiras culturais e da falta quase total de apoio aos "gaijins" no que se refere aos estudos de uma maneira geral. Os cursos paralelos como linguas ou informática são caríssimos, e não garantem trabalhos bem remunerados. Então, o mais fácil, é seguir a vida nas fábricas, já que é onde mais falta mão de obra.
Mesmo sabendo de todas essas barreiras, não me entra na cabeça a razão dos brasileiros dekasseguis, darem pouco valor para os estudos.
Já estamos chegando ao final da segunda geração de brasileiros no Japão. Esses meninos o meninas estudaram aqui, poderiam concorrer praticamente de igual para igual num vestibular. Poderiam cursar matérias que pudessem colocá-los num patamar diferente dos seus pais, que não tiveram muitas escolhas profissionais, já que não dominavam a língua e não sabiam nem ler e nem escrever os kanjis que aparececiam pela vida.
Acho que está na hora desses valores mudarem. Da geração mais jovem subirem o degrau acima, de deixarem para trás apenas o trabalho braçal, que não requer criatividade e quase nenhuma inteligência.
Será que os valores tupiniquins estão errados? Será que festinhas e churrasquinhos valem mais do que dar duro em cima dos livors?
É uma questão que deveria ser debatida com seriedade dentro da comunidade brasileira, que já completou mais de duas décadas e poderia mostrar coisas muito melhores do capoeira, samba, coxinhas e pastéis.

Cultura japonesa
10/07/2016 - 11:10
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Ultimamente tenho visto muitos noticiários relatando casos de crimes contra adolescentes. A maioria desses crimes são contra meninas do colégio.
O sistema escolar do Japão é dividido em primário com seis anos de duração, o ginásio com 3 anos e colégio com mais 3 anos, dando um total de 12 anos antes de tentar o vestibular para a faculdade. Acontece que os primeiros seis anos, quando a criança é somente uma criança, tudo é levado na "brincadeira" e a interação entre os meninos e meninas acontece normalmente. No ginásio, já começa existir uma separação entre os sexos. O clube dos bolinhas e e das luluzinhas fica mais evidente. Olhares e comentários começam a acontecer.
No colégio, os alunos já maiorzinhos, passam a ter muitas dificuldades de interagirem com o sexo oposto, e a separação entre os gêneros fica bem evidente.
O problema é que nessa idade esses jovens passam a viver um mundo à parte. Um mundo onde o adolescente quer agredir, só para mostrar que são diferentes, que não aceitam o sistema do jeito que é.
A separação brusca de interação entre meninos e meninas, que acontece já no ginásio, parece criar uma barreira que não permite uma convivência harmoniosa quando esses jovens vão crescendo.
Os meninos não sabem como se aproximar de uma menina, as meninas também não sabem como agir com os garotos. Aí fica aquele negócio que acontece entre os animais, onde o macho abre suas plumas para mostrar sua beleza, e as fêmeas começam a se interessar pelo mais forte. O problema desse relacionamento é que não existe amizade, emoção, cumplicidade. É só um atrativo visual ou físico.
Esse comportamento vai sendo levado para a fase adulta, e em algum momento, deve criar uma frustração. Talvez no momento em que se descobre a superficialidade disso tudo, uma coisa de não conhecer o outro por dentro, saber dos seus valores, sonhos e intensões. A descoberta da sensação de não ser importante, de estar em segundo plano, de não ser adimirado, é que deve levar aos desajustes que tenho visto com tanta frequência. O "recalque" que vai sendo criado pela pouca importância das relações deve mexer com o emocional, e aí para uma agressão é somente um passo.
O clube dos bolinhas e das luluzinhas continuam vento em popa, e a falta de harmonia num relacionamento que pode ser somente de amizade, entre um menino e uma menina não acontece de maneira natural.
Resumindo, a distância que separa um homem de uma mulher por aqui é grande, tem um pouco de cultural, educacional e teimosia.
Eu sempre coloco um vídeo para "ornamentar" o que escrevo, mas dessa vez não encontrei um que ficasse de acordo, por isso, postei um vídeo do clube das luluzinhas, que foi o que entrei, mas acho que dará um noção do que tento dizer.
No mais, gostaria que as coisas mudassem, que a convivência entre esses jovens fossem saudáveis, com afeto, admiração e simplicidade. Que trocassem olhares, sorrisos e conversas sobre a vida. Por enquanto ainda não deu, mas vai mudar.

Luluzinhas exibidas

Edison Yamazaki
 
Paulistano, preferiu contribuir com o esporte desistindo de ser atleta para estudar Educação Física. Foi da convivência com os seus alunos que ele entendeu que toda emoção que viveu dentro das quadras, dos campos, das pistas e das piscinas é muito mais abrangente do que somente vencer ou perder. Descobriu que as relações humanas e as amizades são tão importantes quanto à saúde e o bem estar. Com isso na cabeça foi para o outro lado mundo e hoje vive em Kyoto.



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