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Felipe Rocha dos Reis
Felipe Rocha dos Reis
01/05/2018 - 10:11
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O dia 1° de maio é lembrado mundialmente pela luta dos trabalhadores em busca dos seus direitos. Para mim, nunca foi assim.

Há 24 anos, eu era apenas um garoto que adorava carros, como muitos outros. Colecionava carrinhos, jogava Super Trunfo, comprava e trocava figurinhas, no meu caso, de álbuns de Fórmula 1. Não tinha maturidade suficiente para entender a importância deste dia.

Era um domingo, só mais um, e eu, apaixonado por automobilismo, acordava pouco antes das 9 da manhã, pedia pra minha mãe fazer meu café e ia para o quarto dos meus pais, pois lá a TV funcionava melhor. Ligava na Globo e esperava a corrida começar.

"Bem amigos da Rede Globo" dizia Galvão Bueno, dono da voz que ecoa em nossa lembrança quando se fala em Fórmula 1. A adrenalina começava ali. Nesta época, a TV mostrava mais do que hoje. Mostrava a saída dos boxes, a volta de apresentação, os carros se alinhando no grid. Era lindo... Eu amava ouvir o ronco daqueles motores, que mais parecia um zunido. Eram motores V10 aspirados, que tinham mais de 700 CV de potência. O barulho de perto deveria ser ensurdecedor, mas pela TV, era prazeroso ouvir. Ao menos para mim!

Eu estava ali, sentado no chão, na frente da TV, querendo ver finalmente uma vitória do Ayrton Senna com a poderosa Williams FW16. Aquela, azul e branca, com o patrocínio da Rothmans.

Ele ainda não havia vencido naquele ano. Sua última vitória tinha sido em Novembro de 93, de McLaren. As duas primeiras provas foram vencidas pelo alemão Michael Schumacher, com a sua Benetton. Apesar disso, Senna era o pole position e favorito para a prova.

Mas, isso não o animava Senna. Ele não queria correr. Não era premonição, não! Era desânimo mesmo. No dia 29 de abril de 1994, um grave acidente chocou os bastidores da Fórmula 1. Rubens Barrichello levantou voo por sobre os pneus num acidente impressionante. Depois, no dia 30, Roland Ratzenberger, da Simtek, bateu forte contra um muro de concreto na curva Villeneuve. A morte do austríaco fora anunciada 8 minutos depois.

A atmosfera era pesada, não havia clima. A tristeza tomava conta do paddock mas a FIA decidiu que haveria corrida mesmo assim. Eu também era imaturo para entender isso.

Era a sétima volta, eu estava otimista pois Senna estava na frente, abrindo distância de Schumacher. Na Tamburello, Senna passou reto e bateu forte contra um muro de concreto. Custo a acreditar até hoje que deixavam enormes muros de concreto sem proteção alguma.

Galvão Bueno narrava: "Senna bateu forte... Ali na Tamburello, a batida muito forte". Bandeira amarela e as equipes de socorro correram para o local. Posteriormente, bandeira vermelha e helicóptero na pista.



Ninguém sabia o que havia acontecido, ninguém queria acreditar naquilo. Apesar de, no fundo, sentir que o grande herói da minha infância nos deixava, eu queria guardar a esperança.

Eu nem assisti o restante da corrida. Lembro de ter ido na praça em frente de casa avisar meu pai sobre o acidente, ainda acreditando num milagre. Depois da confirmação, eu chorava – e ainda choro de lembrar.

Reprodução/Youtube
Reprodução/Youtube


Minha mãe tentava me consolar, mas não dava, eu estava em prantos. Tive poucos dias tão tristes em minha vida como foi aquele dia 1° de maio de 1994.

O Dia do Trabalhador, para mim, será sempre da triste lembrança do adeus de Ayrton Senna da Silva.
24/04/2018 - 14:43
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Felipe Rocha dos Reis
Felipe Rocha dos Reis - Mustang: O muscle car foi a estrela da Ford na exposição deste ano!
Mustang: O muscle car foi a estrela da Ford na exposição deste ano!


No mês de seu 54° aniversário, a Ford presenteou o mercado brasileiro com uma verdadeira lenda do asfalto, o novo Mustang GT Premium. Este vem para fazer frente ao Chevrolet Camaro, um também legitimo muscle car americano, que até então navegava em águas tranquilas por aqui...

Vamos começar falando do que mais interessa: o motor! Sim, o que equipa o Mustang é o enorme V8, 5.0 litros, com cambio automático de dez velocidades, que gera 466 cavalos de potência e 56,7 kgf.m de torque. O legal em relação ao torque é que 80% disso é entregue aos pneus traseiros logo ali, aos 2.000 rpm. É para enrugar o asfalto!

Felipe Rocha dos Reis
Felipe Rocha dos Reis - Motor 5.0 V8 com 32 válvulas: De 0 a 100 em 4 segundos!
Motor 5.0 V8 com 32 válvulas: De 0 a 100 em 4 segundos!


O ronco deste 5.0 também é lindo, e programável! Explico: há uma válvula no escape que controla o volume, dependendo do moto de pilotagem - normal, sport e track (pista). Há também a possibilidade de programar essa válvula com uma partida silenciosa para não incomodar os vizinhos e, posteriormente, aumenta o volume trazendo de volta a esportividade.

Quanto à dirigibilidade, a Ford adotou o sistema MagneRide. Desenvolvido pela Delphi, ele utiliza um fluido viscoso eletromagnético na suspensão com diversos sensores, que vão se ajustando instantaneamente ao terreno e também ao estilo de pilotagem. Nas longas retas, o carro preza pelo conforto, enquanto nas curvas, a firmeza da suspensão traz mais segurança.

Os modos de condução são altamente personalizáveis. As configurações de fábrica são seis (normal, neve/molhado, esportivo, esportivo +, pista e drag race). Também é possível utilizar o My Mode, com os ajustes de acordo com a vontade do motorista. A cada sistema de pilotagem, o painel de 12" completamente digital se modifica, enriquecendo ainda mais a experiência de pilotagem.

Felipe Rocha dos Reis
Felipe Rocha dos Reis - A 'cara' de mau e o cavalo selvagem trazem respeito.
A "cara" de mau e o cavalo selvagem trazem respeito.


Para o modo Drag Race, nada melhor do que um bom Burn Out para aquecer os pneus, certo? Então, esse monstro possui o sistema Line Lock, que, literalmente, queima os pneus por 14 segundos. Haja borracha!!!

Além disso tudo, o Mustang conta com diversos sistemas de segurança, como oito airbags, sistema de permanência em faixas, piloto automático adaptativo com alerta de colisão e assistente de detecção de pedestres.

Montar nesse cavalo selvagem requer um "esforço" de R$ 300 mil, em versão única. Levando em conta que este é um ícone não só para a Ford, mas para o mundo automobilístico, pra quem tem essa grana vale a compra!

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23/04/2018 - 18:02
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Divulgação/Honda
Divulgação/Honda


Na semana passada, a Honda emitiu uma nota convocando os proprietários das motos CG 160 Start, Fan e Titan, fabricadas entre maio de 2017 e abril de 2018. Ao todo serão 159.757 unidades a serem revisadas.

Segundo a fabricante japonesa, o garfo guia da motocicleta pode vir a travar, caso o impacto seja grande. Isso pode ocorrer ao passar em buracos ou em lombadas, principalmente em maiores velocidades. A Honda ressalta também que, em utilização severa, como no retorno daquela "empinada", existe também a chance disso ocorrer. O travamento da suspensão dianteira pode causar a perda de controle da motocicleta e, posteriormente, uma queda.

No recall, o proprietário deve dirigir-se a uma concessionária Honda a partir de 30 de abril, para a substituição gratuita do garfo guia dianteiro. Confira se a sua moto está na relação:



Se seus familiares e amigos possuem uma CG 160 2017/18, ou 2018/18, compartilhe este post com eles!

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17/04/2018 - 14:46
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O ponteiro aponta para a letra E, indicando que já é hora de reabastecer. A luz da reserva também acende no painel e, nessas horas, nem sempre dá para escolher o posto mais confiável. Ou, por muitas vezes, o preço acaba sendo um atrativo e, quando viu, já foi: abasteceu com combustível adulterado.

A adulteração ocorre quando o dono de um posto, intencionado apenas no lucro imediato, dilui produtos diversos no combustível, e isso com certeza pode causar danos ao motor. São geralmente solventes de uso industrial - etanol e metanol são os mais comuns. A boa notícia é que o carro é quem vai denunciar ao dono a falcatrua do mal intencionado. Resta saber o que o seu automóvel quer te dizer!

Os sinais de um combustível adulterado

Algumas vezes, a percepção de um combustível adulterado é imediata. Ao sair do posto de combustível, percebe-se perda de potência e até uma mudança no som do motor. Pode estar acontecendo a detonação. Em resumo, a detonação é quando há mais de um ponto de combustão dentro da câmara. Isso aumenta a pressão dentro do cilindro, podendo trazer problemas futuros, caso se repita por muito tempo.

Mas como nem sempre a percepção é imediata, outros fatores a serem observados são: a dificuldade em funcionar o motor nas manhãs mais frias (mesmo abastecido com gasolina) e o consumo de combustível, ou seja, um tanque rende menos do que deveria.

Em relação à partida a frio, tal dificuldade se deve ao excesso de etanol ou até mesmo metanol no combustível.

Quanto ao consumo, você vai ter de observar o do seu carro. Se o combustível está rendendo menos, faça um teste abastecendo em um outro posto que é de sua confiança e refaça a média.

Abasteci, e agora?

Dificilmente o motor vai quebrar e parar na primeira abastecida de combustível batizado, mas fique atento aos sinais. Continuar abastecendo com uma gasolina rica em solventes pode fazer com que o motor, que estava sofrendo com a detonação, passe a sofrer com a pré-ignição, algo mais grave, já que não apresenta barulhos, e pode até furar o pistão do seu carro silenciosamente. Quando vê, já é tarde!

Se o carro ficar muito ruim, o ideal é levá-lo a um mecânico e pedir para retirar o combustível. Depois disso, abasteça com uma gasolina aditivada ou etanol (nos carros flex) num posto em que você tenha total confiança. Pode encher o tanque mesmo, para que a proporção do combustível bom seja consideravelmente maior.

Caso a luz da injeção eletrônica acenda, vá para a oficina de sua confiança e verifique. Os combustíveis adulterados podem causar um entupimento dos bicos injetores, sujar e estragar as velas, contaminar sensores, saturar filtros e, em alguns casos, até estragar a bomba de combustível.

Como se prevenir?

Não tem segredo. Se o combustível estiver muito barato, desconfie, geralmente alguma coisa tem!

Pra quem viaja muito, algumas vezes, o motorista se vê obrigado a abastecer nesses postos "estranhos". Quando não houver opção, não encha o tanque... Abasteça o suficiente para chegar ao próximo posto.

E sempre que for abastecer (mesmo em postos com bandeira), peça a sua nota fiscal. Caso o combustível venha a causar algum problema no seu carro, procure o Procon e denuncie. Se conseguir provar na Justiça que aquele produto trouxe problemas ao seu carro, o dono do posto terá de arcar com os seus prejuízos.

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Valeu!
10/04/2018 - 16:52
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Nesta febre dos SUVs no Brasil, a Volkswagen decidiu se mexer e trouxe ao país um utilitário pronto para uma boa briga. Trata-se do Tiguan, agora fabricado no México. A aposta chega em versões de cinco e sete lugares, com duas opções de motorização. Conheça!

Divulgação
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Motorização
São duas as opções de propulsor, sendo uma de 150 cavalos e a outra de 220 cavalos. A primeira opção é o motor 1.4 TSI. O turbinadinho da Volks é chamado de 250 TSI, por causa de seu torque, de 25,5 kgf.m. É equipado com câmbio de dupla embreagem (o que permite trocas mais rápidas e suaves) e seis marchas.

Na segunda opção, o motor é o 2.0 TSI, também turbinado. Este é chamado de 350 TSI (torque de 35,7 kgf.m). O câmbio também é equipado com dupla embreagem, porém, este conta com sete velocidades.

Outra diferença entre os dois está na tração. Enquanto os modelos com a motorização 1.4 TSI contam com a tração dianteira, a VW Tiguan 2.0 TSI tem tração integral 4Motion.

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O modelo está maior
Enquanto o modelo que está deixando o mercado tem 4,43 m de comprimento e 2,61 m entre-eixos, o novo modelo terá 4,71 m de comprimento e 2,79 m entre-eixos. Uma diferença de 28 e 18 centímetros, respectivamente. O novo porta-malas vai de 470 litros para - absurdos - 710 litros!!!

As novas dimensões permitiram trazer uma opção de carro com sete lugares. Neste caso, o porta-malas fica pequeno, apenas 216 litros, mas não dá pra ter tudo nesta vida, né?

Rivais
Com a nova Tiguan, a Volkswagen quer brigar com o Jeep Compass, com o Peugeout 3008, com a Toyota RAV4 e também com o Chevrolet Equinox. Quando se fala em sete lugares, aí entram na briga a Toyota SW4 (que traz a opção a diesel) e os novos Peugeout 5008 e o Honda CR-V.

Divulgação
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Opções e preços
- Tiguan Allspace 1.4 TSI 250 (cinco lugares): R$ 124.990
Sensores de estacionamento, controle de velocidade de cruzeiro, seis airbags, ar-condicionado com três zonas, direção elétrica, fixação Isofix, freio de estacionamento eletrônico, lanternas em LED, rodas de liga leve de 17 polegadas, sensor de chuva, sistema start-stop e central multimídia de oito polegadas

- Tiguan Allspace 1.4 TSI 250 Comfortline (sete lugares): R$ 149.990
Sensores de estacionamento, controle de velocidade de cruzeiro, seis airbags, ar-condicionado com três zonas, direção elétrica, fixação Isofix, freio de estacionamento eletrônico, lanternas em LED, faróis em LED com lavador, rodas de liga leve de 18 polegadas, sensor de chuva, sistema start-stop e central multimídia de oito polegadas, bancos de couro e do motorista com ajustes elétricos, detector de fadiga, espelho retrovisor antiofuscante, terceira fileira de bancos e câmera de ré.

- Tiguan R-Line 2.0 TSI 350 (sete lugares): R$ 179.990
Itens da versão anterior mais rodas de 19 polegadas, tração integral, seleção dos modos de condução (Normal, Sport, Eco, Comfort e Individual), acesso e partida sem a necessidade de chave na mão, assistente dinâmico de farol alto, quadro de instrumentos digital, detecção de pedestre, abertura e fechamento automático do porta-malas, sistema automático de estacionamento e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo.
Felipe Rocha dos Reis
 
Nascido em São Paulo, Felipe Rocha dos Reis sempre foi um entusiasta por carros e motos. Quando criança - ao contrário dos outros garotos que queriam ser jogador de futebol – Felipe sonhava em ser mecânico da Formula 1. Cursou Técnico em Mecânica pelo SENAI, Tecnologia Mecânica pela UTFPR e está na reta final de Engenharia Mecânica pela Faculdade Pitágoras - Londrina. Trabalha como projetista de máquinas industriais, mas não deixou de lado toda paixão e expertise pelos automotores de duas e quatro rodas.



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