09/07/20
23º/15ºLONDRINA
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Isabel Furini
Isabel Furini
21/04/2020 - 10:54
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Podemos aproveitar esse período de Quarentena, de recolhimento, de oração, de reflexão sobre os nossos atos e também as nossas atitudes. Considerando que este período ainda não está concluído. Ou seja, ainda não foi fechado, eu sigo por aqui. Trocando idéia e figurinhas 🌷🙏✍️ com as amigas.

Compartilho:
Ontem, falei com uma delas, que é estudiosa na área de Cromoterapia e ela me perguntou:
- Daí amiga, como você está hoje? minha resposta foi:
- Graças a Deus, e na medida do possível, estou bem. Obrigada.

Continuamos falando sobre os cuidados para as pessoas previnirem-se de forma mais eficaz para impedir que essa tal pandemia do Coronavíros se espalhe pelo nosso País. Como por exemplo: lavar bem as mãos, com água e sabão, esfregando bem as palmas, o dorso (parte externa da palma das mãos), todos os dedos - um por um - juntando as pontas dos dedos e esfregando esses na palma da outra ✋(mão), que deve estar em forma de concha, lavar bem os ✊✊ (punhos) e quando necessitar sair de 🏠 é pra levar um frasco de álcool em gel na bolsa. Manter distância de - pelo menos - 1 metro e 1/2 das outras pessoas, nas farmácias e mercados. Mas, ela disse que: - o bom mesmo é que, se a pessoa não fizer parte do grupo de profissional de alguma área essencial que é melhor ficar em casa mesmo.
Também me perguntou:
- Daí, já tá usando verde? eu não entendi o porquê da pergunta?! e respondi:
- Por quê? e ela me disse:
- VERDE É A COR DA SAÚDE!

Pessoal, agora chega de fofocar por aqui, vou passar o segundo café.



Vera Tezza estudou jornalismo na Universidade Federal do Paraná; Secretária. Trabalhou 23 anos para a Eletrosul Centrais Elétricas S.A.; Ela gosta de escrever e contar histórias e publicou o livro "Simples Como a Flor do Campo", editado pela Mazzurana Gráfica e Editora Ltda, Orleans-SC, no ano 2000, cuja cópia encontra-se na Biblioteca Pública do Estado do Paraná.
19/04/2020 - 06:06
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NUBLADO

Noite severa começando sem uma réstia de lua. Celso acordado, os cigarros empilhados no cinzeiro, o copo vazio. No apartamento. Mentia, claro, como tantos, que as compras eram feitas online, que só saia para ir até a padaria, três quadras dali. Mentia, afinal, sempre mentira. Movido a álcool e combustão interna, verdades, confusões ou irrealidades lhe eram completamente indiferentes. Inclusive dificilmente terminava seus diálogos com os tantos que conhecia ou cruzava aqui e por ali. Era irrequieto, sempre fizera mil atividades ao mesmo tempo, três celulares, algumas vezes, esquecia, perdia, sumia com algum deles sem saber porque. Os fins de semana eram tocados de forma a que ele surpreendesse a si mesmo, jamais fazia ideia do que faria na sexta, no sábado... mulheres, tantas, praia, bar, que não fossem os lugares e as pessoas as mesmas do anterior.

E trabalhava, muito. Em casa, na rua, no escritório, visitando clientes, os recebendo, consultor financeiro. Gastava quase tudo, vivia bem. E agora isso, um vírus, reduzido à sua casa. Diziam-lhe que tinha muita sorte, morava com certo luxo, estava protegido, era jovem, seus pais estavam em segurança no interior, seus irmãos e irmãs tinham suas famílias, não precisavam de seu apoio financeiro. Enfim, um homem como ele com tantos amigos, uma vida tão rica de sucesso e experiências...

Ele ouvia, as respostas costumeiras, por algum motivo, dele, elas saiam engatilhadas, enfileiradas, ordenadas no branco da pouca valia das frases quase feitas. Era uma habilidade nata, nascera assim, nunca hesitara em uma resposta, nunca lhe ocorrera dúvida sequer sobre o fim de todas essas conversas, para ele, banais. Esse dom, não lhe custava esforço algum, de alguma forma estava ligado a toda a sua prosperidade, o conduzia para portas sempre abertas, algumas calorosas. Não, não era apenas o fato de ser bem nascido. Era mesmo algo nato. E, agora, quando mencionavam a sua família observava alguma emoção naquelas colocações tão corriqueiras. Então eram importantes, interessante.

Ele não se preocupava por nenhum segundo sequer com esse tal bem estar de família, nem via nada de extraordinário naquela abastança. Sua vida sempre fora sim, ele era o centro dela, fora mimado sim, mas era um esportista, mente ágil, passava segurança, todo brasão tem seus príncipes. Todos se alegravam, sentiam-se seguros na presença desses descendentes... essa era sua parte... se morressem? Pessoas ficariam tristes, seria doloroso, ele mesmo já tivera mais de um acidente, maior ou menor, conhecia a dor física sim.



O céu estava realmente nublado, mais um pouco de vinho, começar a noite devagar, hoje sem bebidas fortes. As árvores choram lhe ocorreu, parecem vítreas no caminho algumas vezes. O mais bonito, mesmo nos contornos desenhados de alguns condomínios, são as pequenas frestas que não se explicam, sempre gostara disso, um galho fora de ordem, uma florzinha ocasional, uma trinca na cerca, a poeira outonal. Nas trilhas que fazia era possível aspirar o ar forte e se encantar com o pequeno, o breve, o nascido do acaso, nem sempre enfeitado, mas, vital, sim, era a vida de verdade.

Tinha muita energia, devia ser um defeito, era um insensível, mimado.... não, superficial, pois zé, um dia mudaria. Iria beber como sempre no lugar de sempre, com pandemia ou não. Morreu este, aquela, outros doentes, ouvia falar. Superficial. Os amigos estavam tristes, se arriscavam, mas, tantos mentiam, o terror nos jornais. Sua vida, ia entendendo, era meio vazia, uma vibração forte mais vazia. Não se imaginava com tanto medo, inseguro, as paredes de sua casa o assustavam, não queria percorre-las sozinho noite adentro, nenhuma música preencheria aquele silêncio. Ainda daria tempo de compreender essa macia aura para além do movimento?


Jandira Zanchi é poeta, ficcionista e editora. Publicou Balão de Ensaio (2007), Gume de Gueixa (2013), Área de Corte (2016), A Janela dos Ventos (2017) e Egos e Reversos (2018).
14/04/2020 - 09:12
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Poema aos Nossos Bravos e Anônimos Salvadores

Hoje no mundo está um caos dominando,
terrível vírus a todos contaminar,
para o amanhã catástrofes prenunciando…
Que será que a vida tem a nos reservar?

Mas enfrentando esta ameaça desconhecida,
lutam anônimos, valorosos guerreiros
que enfrentam o perigo co’ a própria vida…
médicos, enfermeiras, e até os bombeiros.

Em seus espíritos há apenas um desejo
de toda e qualquer vida poderem salvar.
Seja pobre, seja rico… lançando um lampejo

de esperança na alma de quem está a definhar.
Deus abençoe estes guerreiros benfazejos
cujas nobres almas estão a nos salvar.

José Feldman

13/04/2020 - 09:03
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Deixe que minha história conto eu
Crônica de Fla Quintanilha


Sempre quando chega o início do mês sou chamada a entregar meu texto para a coluna "dedo de moça”, espaço no qual tenho apresentado minhas reflexões mais vivas. Esse ano a coluna completará 10 anos e fiquei surpresa quando parei para pensar nisso. Como o tempo é algo indescritível. Lembro-me quando a querida Marcia Mendonça me fez o convite e eu logo retruquei: mas sobre o que vou escrever? E ela disse: fale sobre o tempo! Isso me faz sorrir agora, o tempo. Ah, esse maroto que tanto subestimamos. Vou escrevendo sem pensar no próximo texto, mas ele sempre vem. E isso sempre me surpreende.

Nesses dez anos fui mudando, deixando de fazer algumas coisas e outras ficaram tão presentes que se tornaram minha assinatura. Percebi que ano passado retomei meu prazer pelo cinema e voltei a ser uma cinéfila atuante. E quero falar um pouquinho de um filme que vi mês passado, "história de um casamento”. Se aqui fosse o espaço para colocar meus gostos diria: não gostei! Uma história vazia, com muita referência (para não dizer cópia) de "Kramer vs Kramer”. Fiquei mesmo irritada com o desperdício de talentos, mas o filme caiu nas graças do público. E eu me perguntei muitas vezes: por quê?? O filme não oferece nada novo. Parece que não há mais criação que possamos falar de relacionamentos sem cair nos clichês. Em 79 quando foi lançado "Kramer vs Kramer” o tema era relevante, pois havia a luta nos tribunais sobre a guarda dos filhos. O que não foi o problema de "Marriage Story” que não mostrou nada além do grande egoísmo humano e da mesquinharia que deixamos aparecer quando estamos feridos pela separação. Pensei por dias sobre isso, até que percebi o que estava tentando esconder. Não há mesmo um grande tema, esse é o tema. É o individualismo bem representado nesse filme, em que a melhor cena é uma cena violenta de gritos, insultos e acusações. O que acontece em todo relacionamento que acaba. Daí me pergunto: é mesmo tão difícil assim viver e compartilhar um espaço de vida com alguém? O quanto estamos sendo inteiros em nossas relações? O quanto somos sinceros e nos entregamos? Preciso de uma relação para ser plena em minha vida? São tantos problemas que enfrentamos dia a dia que me pergunto: por que ainda perdemos tempo com essa bobagem de casamento?

Saí realmente irritada desse filme, rs. Mas agora consigo entender a fragilidade de tudo isso. Da luta que ainda travamos para manter o modelo ilusório de vida feliz que criamos e que já não faz mais sentido algum. E mesmo assim não podemos fazer com que ele desapareça. Quem sabe sem o modelo tudo mais ruiria. É mesmo preciso se observar profundamente para saber qual a transformação necessária a se fazer e qual eu conseguirei realizar sem que toda a minha vida se destrua. Como se o muro corresse risco de cair se for arrancado a hera que nele cresceu por anos. Então, após olhar para tudo isso e para a minha falta de paciência com a história do filme resolvi olhar para o que mesmo interessa, a minha vida e minhas ações. Pois é somente sobre ela que posso ter a clareza nas decisões a serem tomadas.

Interessa pouco o que o outro quer, como ele quer, o que escolheu para realizar e ser feliz nessa vida. São escolhas particulares, o que for particular. Não sobre a natureza, não sobre a política, não sobre a guerra e outras maneiras de oprimir. Temos responsabilidade conjunta na vida em comum, mas a vida na intimidade é de nossa total liberdade. Espero que seja sempre vivida plenamente, sem apegos, sem dependência, sem submissão. Mas não temos muito o que fazer quando alguém escolhe esse ou aquele para casar ou se divertir. Podemos, e temos esse compromisso, de olharmos profundamente para o que somos e que as escolhas nunca fira nossa origem. O que verdadeiramente somos.


Texto de Fla Quintanilha

Flavia Quintanilha é poeta, filósofa e terapeuta pelo Instituto Bach da Inglaterra. Membro colaborador no Instituto de Estudos Filosóficos na Universidade de Coimbra, editora associada na revista Philosophy International Journal e conselheira de cultura na área de literatura no município de Londrina. Pesquisa sobre hermenêutica filosófica principalmente nos temas metaética, metapoesia e deep ecology. Publicou os livros Aporias da Justiça (2015) e A mulher que contou a minha história (2018). É idealizadora do quintall.eco.br
10/04/2020 - 09:15
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Pandemia une o Universo

O medo tomou conta
O mundo parou
Sem tempo para chorar
Era tarde
Universo pediu socorro
Seu grito ecoou
Nada se fez
O tempo passou
Então
Um vírus chegou
Implacável
Mostrou seu poder
Então
Os joelhos se dobraram
E as orações
Uniram a humanidade.

Marli Terezinha Andrucho Boldori
Vice-presidente da AVIPAF - Cadeira 11

***


Caos na Terra


Estrelas indecisas
adornam o céu.
Luzes de neon oportunistas
já não seduzem a cidade.
Uma sinistra pandemia
assusta a humanidade
e silencia as ruas vazias
da minha cidade.

Em descaso não crio caso,
tenho medo de ter medo
e o caos rasteja aos poucos
e quase me invade.

Bebo a noite pela janela
afasto os escombros e fracassos
e em silêncio me desfaço
nos braços de um poema ácido
que agora sem nenhum abraço,
em linhas tortas, traço.

Jaime Vieira
Acadêmico da Avipaf - Cadeira 27



IMAGEM PERPETUADA

Em azul ou branco
Sua figura surge
Passos decididos
Levam adiante
Abre portas com firmeza
Como a oferecer
O caminho da esperança
Durante horas, minutos e segundos
Dedica-se a buscar
A cura abençoada
Alcançada, nem sempre
Durante dias, acumulados em meses
Estoicamente está presente
Nos locais enlaçados pela ciência e fé
Para manter a causa da saúde perene!

Maria Teresa Freire - 09 abril 2020
Presidente da AJEB/PR

***

ESPERANÇA
A beleza na veste do herói
que não possui capas,
mas bonés e máscaras;
jalecos brancos e fardas.
Aplausos, aplausos!
A eles, a nossa gratidão.
Que vestidos de amor
arriscam suas vidas, sem distinção.
Em meio ao caos
fecham-se janelas e portas,
abrem-se corações.
É só uma fase, afinal!

Rita Delamari
AVIPAF - Cadeira 42
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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