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Isabel Furini
Isabel Furini
24/10/2019 - 16:58
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Arte digital de Isabel Furini
Arte digital de Isabel Furini


CHEIRO DE HORTELÃ

Quando estou em meu jardim
e meus dedos tocam a hortelã
sinto o perfume passeando e
se aninhando em meus cabelos
nas palmas das mãos e dedos
Lembro da sua doce voz
num doce e apaixonado sorriso
no brilho dos seus olhos
na doce paz dos dias e manhãs
do sol atrás das montanhas e
do seu canto que alegra o meu mundo.

Cirlei Fajardo
22 de outubro de 2019
19/10/2019 - 15:23
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O poeta, escritor e doutor em Filosofia, Carlos Vargas, lançará seu novo livro "Dom Pedro Filipak – Apóstolo das Vocações”, 304 páginas, Nogue Editora, na Feira do Poeta de Curitiba, em 20 de outubro (domingo), 11h30m. Entrada livre.

Carlos Vargas consegue realçar as características da vida de Dom Pedro Filipak: o serviço e a devoção. O autor conta que se dedicou a fazer a árvore genealógica de seus filhos, e que percebeu que Dom Pedro Filipak era um membro destacado da família de sua esposa. Ele marcou história familiar ao ser ordenado Bispo.

Carlos Vargas destaca: "Dom Pedro Filipak demonstrava zelo e carinho pelos seus auxiliares direto, no governo da Diocese de Jacarezinho: os sacerdotes. Ele considerava a valorização do sacerdócio como um dever para todas a Igreja.”

No prefácio, Dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo Metropolitano de Cascavel, escreve: "É preciso insistir no aspecto vocacional do ministério episcopal de Dom Pedro Filipak. Com efeito, ele se distinguiu por obras sociais, assistenciais e pelo celo com a evangelização dos fieis, sob seu pastoreio”. No final do prefácio, garante uma leitura proveitosa. Destacamos que a leitura desse livro é de fácil compreensão, além de ser instrutiva.


18/10/2019 - 22:56
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"Uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa”. Esse verso é o mais citado quando se fala de Gertrude Stein. Alguns emparentam a pedra no caminho de Drumond à rosa de Gertrude. A frase foi analisada de diferentes pontos de vista. O enunciado pode estar falando de uma mulher chamada Rosa e enfatizar que ela é uma rosa, no sentido simbólico de beleza. Mas também pode sugerir que uma rosa é na essência, uma rosa. Ou seja, uma rosa não deve ser adjetivada.

Amigo de Gertrude Stein, Pablo Picasso, um dos fundadores do cubismo, pintou um retrato de Gertrude revelando a influência das máscaras africanas – essa influência se tornará mais visível em quadros pintados a partir de 1907, como por exemplo, na pintura "Les Demoiselles d'Avignon”. Um elemento importante do cubismo são as múltiplas perspectivas. Talvez essas múltiplas perspectivas estejam implícitas na sentença: "Uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa”, ou seja, de qualquer ângulo que uma rosa seja observada sempre será uma rosa.

Parmênides de Eleia, o filosofo e poeta… sim, poeta porque Parmênides escreveu sua obra "Da Natureza” em versos hexâmetros (forma tradicional da Poesia grega). Lembremos que Homero também escreveu seus livros em versos hexâmetros. Parmênides atribuiu a sua obra à inspiração divina. No livro "Da Natureza”, Parmênides define o Ser dizendo: "O Ser é”. Isso pode parecer uma redundância, mas revela sua visão filosófica.

Analisemos a frase: "O Ser é”. Para Parmênides a frase é completa e precisa de nenhum adjetivo. Porque se dizemos que "o Ser é bom”, "o Ser é luz”, "o Ser é perfeito”, qualquer esclarecimento, qualquer qualidade que possamos acrescer à frase "O Ser é”, fará descer o Ser para o mundo do existir. Ou seja, ao dizer "o Ser é bom” estaríamos rebaixando o Ser para o mundo das formas, para o mundo da existência condicionada. Por isso só é possível dizer "O ser é”. Pleno e completo em si mesmo, o Ser não precisa de argumentações (pois as argumentações fazem que o Ser desça para o mundo do devir).

Assim como a rosa, de qualquer ângulo que o observador a veja, é uma rosa, também o Ser é sempre o Ser.
Voltando à rosa de Gertrude, intuitivamente ela percebe que "uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa”, ou seja, ela percebe a rosa na sua essência. A rosa na sua essência é uma rosa, e nada pode ser dito para acrescer elementos à sua essência. Substancialmente uma rosa é uma rosa.

Essa observação "uma rosa…" tem sonoridade e revela o cerne dessa palavra. Ao dizer "rosa”, a mente associa os dados dos sentidos: imagem, cor, e também desperta emoções. Gertrude utilizava a repetição de palavras e sons para destacar e fixar a atenção.

Em "Cubismo e Fluxo do Pensamento em Gertrude Stein”, Daniella Aguiar e João Queiroz, assinalam: "Pode-se afirmar que trata-se da iconização da atenção consciente experimentada na escritura, o objeto representado, no que ela possui de qualidade mais exemplar (continuidade e mudança) – da fragmentação metonímica do cubismo analítico de Picasso (...)”

A repetição das palavras em Gertrude Stein, pode dar um resultado semelhante ao koan utilizado no Zen Budismo. Uma maneira que a mente deixe a linearidade de lado e explore novas possibilidades.

A Poesia possui, como as fadas dos contos infantis, uma varinha de condão, uma varinha mágica com o poder de modificar a percepção do mundo. E quando uma palavra é repetida em um poema, adquire um valor especial. O leitor se torna espectador dessa palavra, ou pesquisador. Alguns leitores, quando uma palavra se repete várias vezes em um poema, tentam entender o valor dessa palavra pesquisando sua etimologia e seu uso em outros textos. O verso "uma rosa é uma rosa uma rosa uma rosa”, publicado há mais de um século ainda comove, desperta o interesse do leitor. Parafraseando Gertrude podemos dizer que "um poema é um poema é um poema é um poema”.

Isabel Furini
Presidente da AVIPAF
Cadeira: 1
18/10/2019 - 16:36
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Dia 19 de outubro será o Sarau Primaveral das Artes e acontecerá no Museu Histórico de Londrina das 16:00 às 21:00 com apresentações de música, teatro, literatura, artes visuais e gráficas, expositores e alimentação. É uma festa linda que apresenta os artistas daqui e de fora para o público local.

Nessa edição haverá a oficina de "não-escrita”criativa com o professor Flavio Freire Rodrigues e o Mini curso de Filosofia e Sonoridade com a escritora Luci Collin.

A Oficina de "não-escrita” criativa - Lança uma pergunta: É possível escrever a partir do que já está escrito? A partir dessa indagação esta oficina se propõe a pensar estratégias que se coadunem com a ideia de "escrever sem escrever”. De caráter prático, a proposta é produzir textos narrativos curtos, lê-los e comentá-los, de forma descontraída e não acadêmica. É necessário levar um conto curto (de autor conhecido ou não), uma obra de que o participante goste, dicionário (pode ser online), papel, lápis ou caneta e criatividade.

Oficineiro: Flávio Freire é professor de Produção de Textos e curioso em Escrita Criativa.

LOCAL: Museu Histórico de Londrina
DATA: 19/10/2019
HORÁRIO: 09:00 - 12:0
Reservem a data e participem, o evento é gratuito e com faixa etária livre.



No Encontro com Luci Collin sobre Poesia e Sonoridade serão discutidos os elementos constitutivos do gênero poético que estão ligados à questões da sonoridade, da musicalidade e da oralizaçāo. Haverá a leitura performática de alguns poemas.

LOCAL: Museu Histórico de Londrina
DATA: 19/10/2019
HORÁRIO: 14:00 - 16:00

No Sarau Primaveral das Artes também se apresentará o grupo Artistas Livres de Londrina, organizado pela poeta e professora Fla Quintanilha, neste sábado a partir das 16 horas, no Museu Histórico de Londrina.
17/10/2019 - 13:40
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Neste domingo, 20 de outubro, a partir das 11h30m, na Feira do Poeta de Curitiba, o mestre de cerimônias Daniel Mauricio, abrirá a exposição de Poesia e Arte "Alvorada Poética”, com poemas de Carlos Vargas e Luciano Dídimo e quadros de Ivani Silva. Curadoria de Isabel Furini. Geraldo Magela é o curador desse espaço da Fundação Cultural de Curitiba.

No evento, o poeta, escritor e doutor em Filosofia, Carlos Vargas, lançará seu novo livro "Dom Pedro Filipak – Apóstolo das Vocações”, 304 páginas, Nogue Editora.

A Feira do Poeta de Curitba, fica no Largo da Ordem, rua Coronel Enéas ,30 (ao lado da Casa Romário Martins, em Curitiba.

Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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