09/07/20
23º/15ºLONDRINA
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Isabel Furini
Isabel Furini
17/05/2020 - 10:33
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PSICOPATIA

Que seja o vento frio da madrugada
nos pés e mãos e membros e o todo.

É quando indiferente e gélido,
o medo percorre a espinha,
assalta os sentidos primazes,
corre frente à confusão mental
que breve, forma-se e verte-se
em vértices de habilidade tácita
da ácida maldade que rompe,
arranca, destrói e esmaga.

Que seja o que for, isto ou aquilo;
do desejo insano da vingança vã
a inveja carregada de amor e de ódio.

Às vezes, paixão!
Ídolo e divindade.
Tão diferente, tão indulgente...
Tão com-pe-ten-te!
Autenticidade protegida contra cópias.

Outras, que de tanto admirar
sem poder reproduzir ou esboçar
movimentos, atitudes, obras ou sinais,
dantescamente, decompõem o, amar.

Siomara Reis Teixeira


Siomara Reis Teixeira, União da Vitória, 09/04/1965, poeta, ativista cultural, pós-graduada em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura, com ênfase em Literatura Infantil e Poesia Contemporânea. Autora dos livros: Acalanto, Entre o Amor e o Desencanto – abril, 2016 Lisboa, Portugal *Madri, Espanha; e Oestrus - novembro, 2015. Participou também de algumas antologias poéticas. Criadora e apresentadora do recital literomusical, Sarau Café, Poesia & Canção que está em seu 5º ano
13/05/2020 - 07:23
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TECIDO DE RENDA


O fio do destino borda a vida
com Renda Alençon
- fios finos e delicados
e fios mais encorpados
estão entrelaçados
com os fios da paixão
criando desenhos variados

os fios da vida organizam
histórias de amor
cada ser humano é um desenho
na memória do universo.

Isabel Furini

10/05/2020 - 08:22
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FELIZ DIA DAS MÃES!

Mãe

O amor das mães
é riqueza oculta
no coração da Terra.

Isabel Furini

09/05/2020 - 06:34
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Minhas mãos
são apenas ferramentas
as uso
no árduo trabalho
poesia!
As letras e grafias
são complementos
da inspiração
que vem no momento.

Amaury Nogueira
Poeta Paranaense

*
As letras
São bem diferentes
A água e o óleo
Elas se unem, nos unem
No mesmo universo
Poesia!

Amaury Nogueira
Poeta Paranaense

*

Nas imagens
abstratas de uma tela
li o sentimento do artista.
Na perfeita resolução
dos rios, mares, barcos...
no por sol o veleiro!
Mas é nas sombras das palmeiras
que encontro o tinteiro
e seus pincéis!

Amaury Nogueira
Poeta Paranaense

*

Meu grito

Meu grito ficou retido
Em minhas cordas vocais,
no picadeiro do poema,
saltitando com piruetas
as letras encaixavam-se
sobre a folha...
formando uma linha-verso
onde, o trem da sensibilidade
faz sua parada.
A pontuação fazia a entonação
do sobe e desce na voz do declamador,
do grave a crase iam passando
pelas vírgulas, reticências...
Chegando ao ponto final.
O ponto de interrogação se pergunta?
Ao ver a minha exclamação!

Amaury Nogueira
Poeta Pararaense



Amaury Nogueira é paranaense de Nova Esperança. Sonhador! Poeta, editor e promotor cultural. Recebeu Medalha Mérito Cultural do projeto Poetizar o Mundo, Diploma de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Curitiba e diploma do Portal do Poeta.
Amaury é funcionário público da área da saúde, aos 10 anos mudou-se para Curitiba, e aos 13 anos começou a escrever. Ele é um dos pioneiros da Feira do Poeta. Conviveu com Helena Kolody e outros grandes talentos da cena poética curitibana. É o idealizador e coordenador do projeto Conexão-Feira do Poeta, surgida para homenagear a reabertura da Feira; é dono da Editora Nogue, especializada em livros de poesia. Organizador das coletâneas coletâneas Conexão I, II, III e IV lançadas na Feira do Poeta e autor do livro "Faz de conta que é Poesia", na 6º Edição. Faz parte da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia (AVIPAF) - Cadeira 37, Patrono Emílio de Meneses.
04/05/2020 - 10:12
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CORRER OS OLHOS NA LITERATURA

Num primeiro instante mirar a capa do livro, aquela que lhe chama a atenção pela cor, forma, imagem, autor ou título é rapidamente acolhida pelas mãos. O gênero literário e a apresentação por vezes também contam para estimular a leitura assim, como, a menção ao nome do autor nos pega em definitivo.

Confesso que desta vez foi diferente. O livro me chegou as mãos por uma amiga. Não conhecia os autores nem compreendia inicialmente o título, mas duas coisas me fizeram fixar o olhar. Primeiro um instrumento musical e em seguida um símbolo, que significa árvore a partir do qual criei, já a algum tempo um design que sempre que posso carrego comigo.

No mais deixei a obra ali parada. Entre a mesa do computador e a mesa de criação. Passei umas duas semanas jogando olhadas com o canto do olho, como um cauteloso namoro. Ao abrir o livro encontrei um início, confesso sem tempero. Era final ade tarde e o mantive marcado nas primeiras páginas, ali sonolento. No outro dia acordei cedo e o frescor da manhã acompanhado da luminosidade do sol trouxe novamente as mãos a tal obra.

Tenho que pedir desculpas pela impressão inicial da leitura pois a uma sentada fui página a página descortinando uma leitura que oscila entre a narrativa histórica e a ficção, mas certamente é um romance. Romance onde a infância com suas brincadeiras e medos, junta-se a adolescência de sonhos e encantamentos, atinge a vida adulta em seus enfrentamentos e comprometimentos biogeográficos de casa, família e sociedade.

Não esquece do lugar comum entre política, poder, dinheiro e suas bizarrices e ciladas para em seguida transparecer a ânsia da verdade e da justiça. Trava a batalha da posse de terra, lembra os desafios climáticos que por vezes dizimam as plantações, mas também comunidades e traduz poeticamente entre vida e morte, na qual o valor do ideal e do amor transpareciam.

A ocupação da terra, o aculturar-se e a passagem da infância para a maturidade com todas as consequências do enfrentamento do amor e do desamor, não enfraquecem, mas assinalam que sonhos infantis são possíveis que arte e cultura são veículos de vínculos eternos. Que o taiko, instrumento de percussão, se mantenha audível e honra e disciplina sejam valores para os humanos de todas as geografias.
Bom conhecer Francis Yoschi Kawa e Helena Douthe, membros da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia. Vontade de ler outras de suas histórias.

Solange de Cácia Chemin Rosenmann


Solange Rosenmann: Especialista em Artes, poeta e escritora. Participou da Antologia de Escritores da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Curitiba, 2000. Elaborou o material didático Museu Oscar Niemeyer (2003 a 2010); Publicou artigos Revista Digital de Difusão Cultural Contemporartes, da Universidade Federal do ABC/SP; participou da Antologia Poética, Poesia Livre 2019, da Vivara Editora Nacional.
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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