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Marden Machado
Marden Machado
29/10/2019 - 00:56
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Quando o primeiro Toy Story foi lançado, em 1995, a revolução que foi provocou foi enorme. Aquele momento, nenhum outro longa havia sido feito integralmente em um computador. Esta conquista consolidou a Pixar como casa de grandes, criativas e ousadas histórias. Os brinquedos liderados pelo caubói Woody e pelo astronauta Buzz Lightyear fizeram fãs no mundo todo e uma continuação saiu logo em seguida, em 1999. Aí, onze anos depois, tivemos o terceiro filme que fecha uma trilogia perfeita. Veio então o anúncio deste Toy Story 4. Devo dizer que não esperava muito. Mas, como havia mordido minha língua ao falar sobre o filme três antes do lançamento, preferi esperar para conferir. E não é que eles conseguiram levar a história adiante mais uma vez. Com direção de Josh Cooley e roteiro de Andrew Stanton e Stephany Folsom, temos uma continuação direta dos eventos do filme anterior. Sem esquecer de um prólogo que nos remete ao passado de Woody e Bo Peep. O acontecimento mostrado nessa lembrança tem grande repercussão no presente e, diferente dos outros filmes da série, a lição que aprendemos aqui tem relação direta com desapego, superação e coragem de seguir em frente. Pode até parecer questões fortes para um desenho infantil. Apesar de Toy Story 4 ter brinquedos como personagens principais, sua trama consegue estabelecer um diálogo com as crianças e adultos. Ou melhor dizendo, com os filhos e seus pais. É aí que reside a verdadeira magia do filme.

TOY STORY 4 (Toy Story 4 – EUA 2019). Direção: Josh Cooley. Animação. Duração: 100 minutos. Distribuição: Buena Vista.
28/10/2019 - 00:16
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Confesso que quando anunciaram a versão com atores da animação Aladdin, de 1992, fiquei pensando na dificuldade que seria recriar o gênio que ficou perfeito na voz de Robin Williams. Quando foi revelado que Will Smith seria o gênio, até que achei a escolha adequada. Afinal, Smith já provara seu talento dramático e cômico na TV e no cinema. Porém, quando as primeiras imagens apareceram o medo se instalou. No entanto, após assistir ao filme dirigido por Guy Ritchie, nos deparamos com uma adaptação bem legal e onde o problema maior não está no gênio, que por sinal funciona muito bem. O problema atende pelo nome de Mena Massoud, que dá vida ao papel-título e possui carisma zero. Assim como o vilão Jafar (Marwan Kenzari), cheio de caras e bocas. O roteiro do próprio Ritchie, escrito junto com John August, não inventa muito em relação ao roteiro do desenho. Todas as personagens estão de volta e temos a inclusão de Dalia (Nasim Pedrad), misto de dama de companhia/melhor amiga de Jasmine (Naomi Scott). As polêmicas e apreensões causadas pelos trailers não vingaram e no final o filme se revelou um grande sucesso de público com um faturamento de mais um bilhão de dólares nas bilheterias mundiais. Os desejos da Disney foram devidamente atendidos.

ALADDIN (Aladdin – EUA 2019). Direção: Guy Ritchie. Elenco: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari, Nasim Pedrad, Navid Negahban, Billy Magnussen e Numan Acar. Duração: 129 minutos. Distribuição: Buena Vista.
27/10/2019 - 00:48
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A animação Mulan, produção da Disney de 1998, levou quatro anos para ficar pronta e assumiu alguns pioneirismos. Foi o primeiro lançamento em DVD do estúdio, bem como o primeiro a ter uma protagonista asiática e a lidar com armas de combate. Com direção dos estreantes Tony Bancroft e Barry Cook, o filme tem roteiro de Rita Hsiao, Chris Sanders e Lorna Cook e inspira em uma heroína chinesa que viveu entre os séculos IV e V da era cristã. A ação tem início quando os mongóis invadem a China. O imperador determina que cada família envie um homem para compor o grande exército imperial. A jovem Mulan assume o lugar do pai, que está muito doente. Espíritos ancestrais decidem protegê-la e fazem isso na figura de um dragão. Se atualmente ainda existe muito preconceito em relação ao uma mulher pode ou não pode fazer, imagine como era 15 séculos atrás. Mulan lida com superação e igualdade de gênero e o faz com o tradicional padrão Disney de qualidade.

MULAN (Mulan – 1998). Direção: Tony Bancroft e Barry Cook. Animação. 88 minutos. Distribuição: Buena Vista.
26/10/2019 - 05:40
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Não seria exagero algum dizer que a animação Dumbo, de 1941, salvou a Disney da falência. O estúdio havia investido todo o lucro de Branca de Neve e Pinóquio na produção do experimental Fantasia, que fracassou nas bilheterias. O filme do elefantinho voador estava previsto para o ano seguinte e teve seu lançamento antecipado. Em 2019, dentro do projeto de fazer filmes com atores baseados nas animações clássicas, chegou da versão live-action de Dumbo, dirigida por Tim Burton. Diferente do desenho, que é o mais curto do estúdio, com pouco mais de uma hora de duração, aqui há quase o dobro do tempo para detalhar outros aspectos da trama. O roteiro de Ehren Kruger utiliza muitos dos elementos que constam da animação e acrescenta alguns outros. A ação se passa no ano de 1919 e se concentra na família de Holt Farrier (Colin Farrell) e seu trabalho no circo de Max Medici (Danny DeVito). Com a revelação das habilidades incomuns do pequeno elefante que tem orelhas tão grandes que lhe permitem voar, o rico empresário do entretenimento Vandevere (Michael Keaton), deseja a todo custo se apossar daquela maravilha. Burton está no seu ambiente natural e consegue carrega sua narrativa de puro encantamento. Principalmente, quando Dumbo está em cena. Alguns adultos talvez torçam o nariz, no entanto, as crianças não terão do que reclamar.

DUMBO (Dumbo – EUA 2019). Direção: Tim Burton. Elenco: Colin Farrell, Danny DeVito, Michael Keaton, Eva Green, Alan Arkin, Nico Parker, Finley Hobbins e Roshan Seth. Duração: 112 minutos. Distribuição: Buena Vista.
25/10/2019 - 00:49
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Cinebiografias costumam, na maioria das vezes, atrair um grande público. E se trata de uma figura polêmica, é aposta quase certeira. Os produtores de O Jovem Karl Marx talvez tivessem isso em mente. Com direção do haitiano Raoul Reck, que vinha do premiado documentário Eu Não Sou Seu Negro, este filme, que teve o roteiro escrito pelo próprio Peck junto com Pascal Bonitzer, se concentra o período em que Marx (August Diehl) se exila em Paris. Ele tinha 26 anos e se mudara para a capital francesa junto com Jenny (Vicky Krieps), sua esposa. É lá que ele conhece Friedrich Engels (Stefan Konarske), um homem de origem bem diferente da sua e que o auxilia na formatação do que conhecemos hoje como marxismo. Peck não procura reinventar a roda. Pelo contrário. Ele segue aqui a tradicional cartilha das cinebiografias. A diferença é que, neste caso específico, até por conta das ideias defendidas por Marx, o filme assume um caráter bem instrutivo que funciona com perfeição. Mesmo caindo na monotonia em alguns momentos, tudo isso é superado pela clareza do que é mostrado e pela simples constatação de que certas posturas continuam as mesmas. Apesar da distância de mais de 170 anos entre a época que o filme retrata e os dias atuais.

O JOVEM KARL MARX (Le Jeune Karl Marx – França 2017). Direção: Raoul Peck. Elenco: August Diehl, Stefan Konarske, Vicky Krieps, Olivier Gourmet, Alexander Scheer, Hannah Steele, Denis Lyons e Eric Godon. Duração: 118 minutos. Distribuição: Califórnia Filmes.
Marden Machado
 
Escrevo, todos os dias, sobre um filme, complementando minha participação nos programas Light News (na rádio Transamérica Light FM - 95,1), na rádio CBN Curitiba (90,1 FM), no programa Caldo de Cultura (UFPR TV - canais 15 da NET, 71 da TVA ou via web no http://www.tv.ufpr.br/), e no canal http://www.youtube.com/cinemarden.



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