09/12/19
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Isabel Furini
Isabel Furini
21/11/2019 - 10:33
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Em 23 de novembro é festajado O Dia da Palavra - criado pelo Museu da Palavra da Espanha.
Vamos festajar a palavra fraterna.


Vínculo da humanidade

Palavra é o belo vínculo da humanidade
Mal manuseada leva a conflito e guerra.
Com adequado uso o peito do ser invade
Semeia a alegria e impregna de paz a terra.
É o medicamento que a ignorância cura.
Palavra é instrumento da humana inteligência
É ela que permite a difusão da cultura
A troca de saber e a expansão da ciência.
Palavra é alimento vital ao corpo e à alma.
No início era o Verbo e o Verbo era o Amor
Que relaxa o corpo e a mente do ser acalma.
E inspira o poeta para um verso compor
Prosar a poesia e entoar doce canto
Palavra minha querida, você é o meu encanto.

Paulo de Jesus



Ao pé da letra
Sussurro poesia
Se a pele arrepia
É sinal que alma ouviu.

Daniel Mauricio

A PALAVRA FRATERNIDADE

Fratern(idade) é uma palavra
que faz sonhar
porque sua mensagem
é para qualquer idade
Fraternidade não tem limites
pois não é só para a elite
é para toda a humanidade.

Isabel Furini
14/11/2019 - 21:24
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O poeta e fotógrafo Decio Romano, além de participar de duas exposições em Buenos Aires em dezembro deste ano, está organizando o lançamento de seu novo livro "Poesia pela Poesia”, da Kotter Editorial, com prefácio do escritor Otto Leopoldo Winck.

A Kotter Editorial é especializada em livros de poesia, e realiza um projeto gráfico especial para cada obra.

O lançamento já foi agendado para 21 de novembro, 19 horas, no espaço Conexões Artísticas Mimesis, na rua Celestino Jr, 189, bairro São Francisco, Curitiba.

08/11/2019 - 07:59
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Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa já publicaram dois livros a quatro mãos, agora estão organizando o lançamento do terceiro livro, "Namida Taiko”. Decidimos entrevistar os dois escritores para falar um pouco sobre o processo de construção da obra, pois é comum escrever livros técnicos em parceria, mas não é comum dois autores reunir esforços para escrever um romance.



1) Como surgiu a ideia de escrever sobre uma colônia japonesa?
Estávamos em Arapongas divulgando nosso livro "Os Velhacos” e resolvemos passear pela Colônia Esperança localizada a alguns quilômetros dali e que por sinal foi onde o Franccis passou parte de sua infância. A Colônia Esperança é uma colônia japonesa e conforme caminhávamos, Franccis ia me contando a história daquele lugar. Gostei da igreja, do bosque, do chão com terra vermelha, da paisagem e da vista lá de cima. Senti uma energia gostosa ali. É um lugar lindo, calmo e tranquilo. Fomos visitar um amigo que ele não via há muito tempo. A visita foi agradável e a conversa inspiradora. A ideia de escrever sobre o assunto surgiu para deixarmos registrado alguns fatos e costumes e assim não se perderem com o tempo.

2) O livro apresenta alguns elementos baseados na vida real e outros elementos que são imaginários. Poderia falar sobre esse assunto?
O livro "Namida Taiko” tem um fundo histórico, conta um pouco sobre a geada de 1975, onde foi devastada a plantação de café da colônia em uma noite apenas, modificando assim o futuro duma porção da população que ali habitava. Tentamos passar o que era viver num ambiente dentro de uma colônia japonesa. Os elementos de ficção compõem a obra para deixa-la mais suave e bem humorada.

3) Qual foi o principal obstáculo que enfretou escrevendo este livro? Qual foi o capítulo mais difícil?
A parte mais complicada foi encaixar a historia do começo ao final, fazendo com que houvesse concordância no tempo e nas ações, escolhendo bem os nomes utilizados e conseguindo conter os sentimentos.

4) Algumas palavras estão em japonês. Por que vocês, como autores, escolheram não traduzir essas palavras?
Misturamos o português com o japonês propositalmente para manter exatamente como é o costume dali, porém são apenas expressões faladas no dia-a-dia.

5) O título do livro é Namida Taiko, como e por que escolheu esse título?
Taiko é um instrumento japonês de percussão, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do musico para que o som fique harmonioso. No livro ele é transformado num elo entre o casal principal da historia, que consegue se comunicar por telepatia e sentir um ao outro quando escutam suas batidas. Namida quer dizer lágrima.

6) Foi difícil inserir no romance os costumes e tradições das colônias japonesas no Brasil?
Não. Passamos a frequentar eventos da comunidade japonesa Nikkey, o que colaborou bastante para estudo e pesquisa de campo, outra parte veio da memória afetiva do Franccis.

7) Quando e onde será lançado o livro "Namida Taiko”?
Primeiramente o livro será lançado na livraria Curitiba em dezembro de 2019.

07/11/2019 - 21:33
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MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

brilham sobre o fundo escuro
do quadro de Vermeer
a pérola do brinco
que está na orelha
e as outras duas pérolas

encantados com o brilho da pérola do brinco
poucos percebem
que Vermeer desafia gerações
com o conteúdo metafísico
das pérolas dos olhos

ele pintou a inocência aparente
sob a profundidade
de um olhar feito de mistérios
tal vez de lembranças
tal vez de preságios
tal vez...

Isabel Furini

06/11/2019 - 06:50
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A POESIA E AS MÚLTIPLAS PERSPECTIVAS

* Isabel Furini

"A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à terra natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo com a ausência, é alimentada pelo tédio, pela angústia e pelo desespero.” Octavio Paz – Livro "O Arco e a Lira”.

Alguns perguntam: Qual é o papel da Poesia na vida humana? A Poesia ajuda a enxergar o mundo com olhos diferentes, ressignificando-o. Ela permite expressar emoções, sentimentos, pensamentos ideias, além de brincar com palavras ... A Poesia além da função estética (arte da palavra e expressão do belo), tem um aspecto lúdico. Pode provocar e questionar o leitor. A Poesia ajuda a entender e a transcender o cotidiano. Seu caminho não é o da argumentação nem da lógica, seguindo os caminhos da intuição e da emoção. A poesia é subversiva.

A Poesia é um oceano imenso – vai do lúdico à catarse, da emoção ao jogo linguístico.

Ao ouvir a pergunta: - Para que serve a Poesia? - Jorge Luís Borges inquiriu: – "Para que serve a morte? Para que serve o sabor do café? Para que serve o universo? Para que sirvo eu? Para que servimos? Se uma pessoa lê uma poesia e se é digna dela, a recebe e agradece e sente emoção. E não é pouco isso. Sentir-se comovido por um poema, não é pouco. É algo que devemos agradecer”.

A LINGUAGEM POÉTICA

O Discurso, a linguagem poética, adquire valor fundamental no trabalho poético: os jogos linguísticos, a singularidade, as figuras de linguagem, o sentido figurativo das palavras, o uso das palavras de maneira original.

Assim como o oleiro trabalha a argila para criar objetos diferentes (pratos, vasos para flores, etc.), a linguagem poética é um dos trabalhos mais árduos para o autor. O poeta trabalha a argila das palavras para expressar a sua subjetividade.

Os livros enfatizam que a origem da palavra Poesia é Poíesis que, em grego, é um verbo e significa fazer, criar. O poeta era considerado, portanto, o criador, o artesão da palavra. Mas a forma mais arcaica para designar o poeta era aedo, etimologicamente, faz lembrar "aedon”, rouxinol. Na Grécia antiga os poetas declamavam e cantavam suas obras. Eram rouxinóis das palavras. Na época atual, ressurgiram os recitais de Poesia e os Saraus literários. Muitos poetas gostam de declamar as suas obras.


A POESIA COMO RECEPTÁCULO

A poesia não é uma caixa vazia, ela guarda conteúdos subjetivos: palavras, emoções, imagens, pensamentos, sentimentos, ideias, afetos e desafetos, temores e espanto. A poesia pode ser comparada com uma caixinha de surpresas – nunca sabemos o que guarda no seu interior. Um poema pequeno, pode ser um poema riquíssimo em conteúdo e sensibilizar o leitor.

Já falamos que, nesta época, voltaram os saraus onde música e poesia confraternizam. O mundo de hoje é caótico e paradoxal, onde se escreve e se publica mais, e, no entanto, se pensa menos. A poesia que antigamente chamava à reflexão, hoje é apenas utilizada como um chamariz por muitos novos poetas, que apenas querem chamar a atenção para si nas redes sociais. Vivemos numa época de hiperprodução, onde as pessoas escrevem e publicam quase imediatamente. A rapidez da comunicação nos meios digitais raramente cria um ambiente reflexivo. A maioria das pessoas não está interessada em ler poesia que toque sua alma, e acabam por somente "curtir” os poemas dos amigos, sendo que geralmente nem se dão ao trabalho de fazer uma leitura reflexiva.

Nem tudo é superficial nas redes, pois existem grupos que publicam poesia e incentivam a boa produção literária. Em alguns grupos de estudo, há debates literários e pessoas que divulgam trabalhos excelentes.

Isabel Furini
e-mail: [email protected]

Quadro de Carlos Zemek
Quadro de Carlos Zemek
Isabel Furini
 
Isabel Furini, escritora e educadora. Recebeu prêmios em concursos de poesia e de contos. Publicou 15 livros, entre eles: Mensagens das Flores e Ele e outros contos. Também escreve para o público infanto-juvenil. É autora da coleção "Corujinha e os Filósofos" da Editora Bolsa Nacional do Livro de Curitiba.



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